Síria tem nova chance de reabrir a questão de Golã

Território foi ocupado por Israel em 1967. Tratativas sobre a questão estão emperradas desde 2000

Yacoub Oweis da Reuters,

29 de novembro de 2007 | 05h39

A conferência de Paz do Oriente Médio deu um importante passo na campanha da Síria para a reconquista dos territórios de Golã, sem negociações diretas com Israel desde o início do encontro, disse um oficial sírio nesta quarta-feira, 29.   Na primeira reação oficial da Síria ao encontro em Annapolis, Maryland, Ahmed Salkini, um porta-voz da embaixada síria em Washington, disse que Damasco já tem uma vitória diplomática e confiança do ponto de vista internacional em relação a Golã.   "Nós demos um passo na direção de reiniciar as tratativas sobre as Colinas de Golã ocupadas. A Síria é receptiva sobre um acordo de paz no Oriente Médio, apoiado pela maioria dos participantes da conferência. A porta está novamente aberta para encontros internacionais que discutam a situação", afirmou Salkini em entrevista à Reuters.   A delegação síria, dirigida pelo deputado e Ministro de Relações Exteriores Fayssal al-Mekdad, se reuniu com algumas outras delegações, cujos nomes Salkini não mencionou. Aérea ocupada   Diplomatas disseram que os sírios encontraram enviados da Arábia Saudita, incluindo o ministro de Relações Exteriores, Saud al-Faisal. As relações entre os dois países ficaram um tanto tensas, devido o papel da Síria no Líbano e as suas ações para estreitar laços com o Irã.   A Rússia propôs à conferencia internacional para a primeira quinzena do próximo ano que a questão de Golã seja priorizada e que se possa chegar a um acordo, afirmou Salkini.   As conversas entre Síria e Israel propostas para um remanejamento da área de Golã não ocorrem desde 2001. A área foi ocupada por Israel no ano de 1967 enquanto o Oriente Médio estava em guerra e depois foi anexada em um movimento não reconhecido internacionalmente. Israel trouxe a questão à mesa com a Síria em uma sessão a portas fechadas em Annapolis, nesta quarta-feira, 29, com perspectivas ao recomeço das conversas de paz.

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