Síria terá 'mais sangue nas mãos' se barrar ajuda, diz Hillary

O governo do presidente da Síria, Bashar al-Assad, terá ainda mais sangue nas mãos caso não concorde com a exigência internacional para que permita a entrada de auxílio humanitário, disse a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, na sexta-feira.

REUTERS

24 de fevereiro de 2012 | 15h27

"Se o regime de Assad se recusar a permitir que essa ajuda salvadora chegue aos civis, terá ainda mais sangue nas mãos", afirmou Hillary em um texto preparado para ser apresentado em uma reunião do grupo "Amigos da Síria" em Túnis.

"Assim como as nações que continuam a proteger e armar o regime. Pedimos que esses Estados que fornecem armas para matar civis que cessem imediatamente", disse ela.

"Você pagará caro por ignorar a vontade da comunidade internacional e violar os direitos humanos de seu povo", afirmou ela, em frase dirigida a Assad.

"Todos precisamos buscar com firmeza algo mais que possamos fazer. É o momento de todos aqui imporem proibição de viagens aos membros sênior do regime - como fez a Liga Árabe -, congelarem seus bens, boicotarem o petróleo sírio, suspenderem novos investimentos, considerarem a possibilidade de fechar embaixadas e consulados."

"Com relação às nações que já impuseram sanções, precisamos aplicá-las com vigor", disse Clinton.

(Reportagem de Arshad Mohammed)

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