Sob pressão dos EUA, Olmert e Abbas fazem reunião secreta

O primeiro-ministro de Israel, EhudOlmert, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas,encontram-se na segunda-feira para tentar acelerar asnegociações de paz que pouco têm avançado, às vésperas de umavisita do presidente dos EUA, George W. Bush. A sós, o encontro sucede a visita da secretária de Estadonorte-americana, Condoleezza Rice -- mas foi ofuscado por umainvestigação criminal contra Olmert, o que levou comentaristasisraelenses a questionar seu futuro político. O gabinete de Olmert recusou-se a comentar sobre oencontro, que ocorrerá na residência do premiê, em Jerusalém --mesmo lugar onde foi interrogado pela polícia na sexta-feira.As acusações contra ele não podem ser publicadas por decisãojudicial. O negociador palestino Saeb Erekat disse que a reunião desegunda-feira abordaria questões centrais, lançadas em novembrodurante uma conferência internacional em Annapolis, nos EstadosUnidos, além da obrigação israelense de suspender a expansãojudia. Rice disse que ainda esperava delimitar territórios até ofim do ano. Washington quer ver progressos antes que Bushvisite Israel, no fim do mês, para participar das comemoraçõesdo 60o aniversário do Estado judeu. Mas as negociações foram atrapalhadas pela violência,principalmente nas fronteiras da Faixa de Gaza, e pelos avançosde Israel na Cisjordânia -- para os palestinos, isso podeimpedir a criação de um Estado viável. Rice disse que os avanços israelenses na Cisjordânia são"particularmente problemáticos". Um "mapa" da paz de 2003 pede que Israel pare de construiracampamentos. Israel diz que vai continuar com grandes blocossob qualquer acordo de paz -- plano apoiado em 2004 pelopresidente dos Estados Unidos -- e recentemente aprovou novosprojetos habitacionais no território. Em contrapartida, o "mapa da paz" pede aos palestinos quecontenham a militância. No domingo, Rice aumentou a pressão sobre Israel para quealivie as restrições às viagens de palestinos na Cijordânia,controladas pelo governo de Abbas. O Hamas tomou Gaza em junho. Depois da penúltima visita de Rice, em março, Israel disseque planejava remover 61 barreiras na Cisjordânia, mas umapesquisa da ONU descobriu que apenas 44 tinham sido eliminados-- a maioria deles de pouca importância. Israel rebate, dizendo que suas centenas de barreiras naCisjordânia previnem o ataque de homens-bomba. Os palestinosconsideram isso uma punição coletiva que atrapalha suaeconomia. (Reportagem de Adam Entous, em Jerusalém, e MohammedAssadi, em Ramallah)

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