Sobe para 225 número de mortos em ataque de Israel em Gaza

Até 750 podem ter sido feridos no dia mais sangrento para os palestinos em 4 décadas; Hamas diz que 'resistirá'

Agências internacionais,

27 de dezembro de 2008 | 14h08

O número de mortos no bombardeio da Força Aérea Israelense contra a Faixa de Gaza já passa de 225, de acordo com o último levantamento de fontes médicas. Segundo autoridades palestinas da área de saúde informaram a diferentes agências de notícias, o total de feridos seria de pelo menos 380, podendo chegar a 750. Equipes de socorro ainda trabalham para resgatar sobreviventes presos sob os escombros e espera-se que o número de vítimas aumente nas próximas horas.   A TV mostrou vários prédios destruídos e a revolta da população, além de cadáveres com o uniforme do Hamas, que controla Gaza. O grupo islâmico já anunciou que resistirá "até a última gota de sangue", cujo alerta coincidiu com a primeira informação de Israel sobre o ataque, iniciado por volta das 11h30 locais (8h30 em Brasília).     Veja também: Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos Olmert diz que operação em Gaza pode levar 'mais tempo' Europa pede fim dos ataques; EUA culpam Hamas  Itamaraty condena 'reação desproporcional' de Israel Abbas pede ajuda; Liga Árabe convoca reunião de urgência Reação palestina mata israelense; Hamas promete resistência Ataque israelense em Gaza espalha protestos no mundo árabe Irã enviará navio com ajuda para Gaza, diz TV estatal Veja imagens de Gaza após os ataques        O Ministério da Saúde da Autoridade Nacional Palestina (ANP), na Cisjordânia, lançou uma chamada para que a população doe sangue, que será transferido, junto com remédios e ambulâncias, às áreas atingidas.   Segundo o jornal israelense Haaretz, a maioria dos mortos é formada por militantes do Hamas. Ainda de acordo com a publicação, o ataque, realizado com 60 caças F-16, teria acertado 95% dos alvos.   Estes bombardeios aéreos são os mais intensos que Israel lançou contra Gaza nas últimas quatro décadas, e podem indicar a iminência de uma operação terrestre. Autoridades de segurança de Israel vêm mencionando essa possibilidade há alguns dias.   Pânico nas ruas Fotos: AP Alguns dos mísseis israelenses caíram sobre áreas densamente povoadas, provocando pânico pelas ruas. Entre as áreas atingidas, está o porto da Cidade de Gaza.   Crianças fugiram apavoradas com as explosões seguidas de fogo e nuvens pretas. Corpos de policiais palestinos foram alinhados em uma rua movimentada da cidade.   Como resposta, militantes do Hamas dispararam foguetes, matando uma civil israelense e ferindo quatro outras pessoas em Negev.   Pouco depois do ataque, o Egito abriu a passagem fronteiriça de Rafah para permitir a entrada de ajuda humanitária e a retirada de feridos.   Histórico   Israel deixou Gaza em 2005 após 38 anos de ocupação, mas a retirada não melhorou a relação do país com os palestinos no território como as autoridades israelenses esperavam. Ao invés disso, a retirada foi sucedida por aumento nos ataques de militantes contra comunidades na fronteira com Israel, provocando resposta do exército israelense.   O último ataque de Israel, ocorrido entre o final de fevereiro e o início de março deste ano, levou ambos lados a propor um cessar-fogo, que durou seis meses e começou a ruir em novembro.   Com 200 ataques de morteiros e mísseis contra a fronteira israelense desde que o cessar-fogo acabou, na semana passada, e 3 mil desde o início do ano, a pressão cresceu em Israel para uma ação militar.   Os líderes israelenses fizeram várias ameaças nos últimos dias e consideram o Hamas responsável pelo fracasso da trégua. Apesar da crescente tensão, os palestinos não esperavam um ataque até pelo menos domingo. A expectativa era de que o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, não autorizasse nenhuma operação nesta semana.   Segundo a imprensa israelense, o governo daria tempo às autoridades egípcias de realizar uma última tentativa de mediação entre Israel e o grupo palestino Hamas. No começo da semana, o grupo islâmico disse que Israel iria abrir os portões do inferno caso realizasse ataques.   (Matéria atualizada às 20h30)  

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