Sobem para 74 as mortes em ataques de Israel a Gaza; militantes mantêm disparos

Pelo menos 74 palestinos, a maioria deles civis, foram mortos na ofensiva de Israel em Gaza, disseram autoridades palestinas nesta quinta-feira, e os militantes continuavam a disparar foguetes contra Tel Aviv e outras cidades em uma guerra que não dá sinais de acabar logo.

NIDAL AL-MUGHRABI E JEFFREY HELLER, REUTERS

10 de julho de 2014 | 11h19

Oito membros de uma família palestina, incluindo cinco crianças, foram mortos em um ataque aéreo que destruiu pelo menos duas casas em Khan Younis, no sul de Gaza, disse o Ministério da Saúde palestino.

Forças militares de Israel não comentaram sobre o que seria o mais mortal ataque aéreo desde o começo da ofensiva, na terça-feira.

“Temos longos dias de luta à nossa frente”, disse o ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, nesta quinta-feira pelo Twitter, sobre a ofensiva que começou após a escalada de violência que se seguiu à morte de três estudantes judeus no mês passado e o assassinato de um adolescente palestino como alegada vingança à morte dos jovens.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que irá informar o Conselho de Segurança sobre a crise ainda nesta quinta-feira, condenou os ataques com foguetes e pediu que Israel coibisse sua ofensiva. "Gaza está numa situação extremamente precária", disse ele a repórteres.

Médicos em Gaza, região dominada pelo grupo Hamas, disseram que pelo menos 60 civis, incluindo um menino de cinco anos e uma menina de quatro mortos nesta quinta-feira, estavam entre os 74 palestinos que morreram em ataques de Israel desde terça-feira.

Israel diz que acertou mais de 750 alvos em uma ofensiva que tem a intenção de coibir os ataques de foguetes contra sua população civil, uma situação agravada após forças israelenses terem prendido centenas de ativistas do Hamas na Cisjordânia ocupada, após o sequestro dos adolescentes judeus.

Israel acusa militantes do grupo islâmico Hamas de deliberadamente colocar civis palestinos em meio ao perigo ao manter armamentos e combatentes em áreas residenciais.

Na Faixa de Gaza, nuvens de fumaça e detritos marcavam o resultado dos ataques de Israel no episódio mais severo de hostilidade entre militantes palestinos e as poderosas forças armadas israelenses em um período de dois anos.

“Os judeus dizem que estão combatendo o Hamas e homens armados, mas todos os corpos que vimos na televisão são de mulheres e crianças”, disse Khaled Ali, um taxista de 45 anos em Gaza.

Disparos de foguetes contra Israel —militares dizem que houve mais de 365 desde terça-feira - não resultaram em fatalidades ou ferimentos sérios, em parte devido à interceptações do sistema de defesa aérea de Israel, parcialmente financiado pelos Estados Unidos.

Mas as sirenes de ataques aéreos paralisaram os negócios nas comunidades ao sul do país e fizeram com que centenas de milhares de pessoas buscassem abrigo em Tel Aviv, capital comercial, onde dois foguetes foram disparados na quinta-feira, embora lojas e escritórios tenham permanecido abertos.

(Reportagem adicional de Dan Williams e Allyn Fisher-Ilan em Jerusalém e Ali Sawafta em Ramallah)

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