Soldado dos EUA é acusado por matar colegas no Iraque

Militar americano abriu fogo e matou cinco oficiais em clínica de aconselhamento em Bagdá na segunda-feira

Agência Estado e Associated Press,

12 de maio de 2009 | 13h38

Um sargento do Exército que deveria deixar o Iraque em breve, após várias excursões pelo país, foi formalmente acusado de assassinato e ataque com agravante pela morte a tiros de cinco soldados numa clínica de aconselhamento em Bagdá. O sargento John M. Russell foi detido do lado de fora da clínica após o ataque de segunda-feira na base de Camp Liberty, disse o general David Perkins. Este foi o pior caso de violência de soldado contra soldado desde que a guerra do Iraque teve início, em 2003.

 

Perkins deu poucos detalhes sobre o ataque e disse que havia relatos conflitantes sobre o que aconteceu. Ele disse que Russel foi indicado à clinica por seus superiores, supostamente porque estavam preocupados com seu estado mental. O general disse que o atirador estava "provavelmente" em sua terceira excursão pelo Iraque, mas que deveria voltar para casa em breve. O general afirmou ainda que a arma de Russel havia sido tomada mas que, de alguma forma, ele conseguiu uma nova, entrou na clínica e abriu fogo.

 

Em Washington, um funcionário do Pentágono disse que Russel foi escoltado para a clínica mas, uma vez em seu interior, discutiu com os funcionários, que pediram para que ele saísse. Depois de terem se retirado, aparentemente Russel tomou a arma do homem que fazia sua escolta e voltou para a clínica, disse o oficial, que falou em condição de anonimato. Russel deveria voltar para casa em três semanas, disse o funcionário.

 

Perkins informou que dois dos mortos eram oficiais do 55ª Companhia Médica, uma unidade de reserva de Indianápolis. Os outros foram apresentados como militares que buscavam tratamento na clínica. Ele não divulgou os nomes das vítimas.

 

Russel, do 54º Batalhão de Engenharia, baseado em Bamberg, Alemanha, foi acusado por cinco crimes de assassinato e por ataque com agravante. O general afirmou também teve início uma investigação para verificar se o Exército tem instalações para doenças mentais suficientes no Iraque, onde o ataque em Camp Liberty chamou a atenção para a questão do estresse em combate e os frequentes desembarques em zonas de batalha.

 

Os militares norte-americanos têm de lidar com uma crescente número de casos de estresse entre soldados no Iraque e Afeganistão - muitos dos quais estão em sua terceira ou quarta excursão de combate. Alguns estudos sugerem que cerca de 15% dos soldados que retornam do Iraque sofrem de problemas emocionais.

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