Soldado dos EUA é formalmente acusado de matar colegas no Iraque

Um soldado norte-americano suspeito de matar a tiros cinco colegas numa clínica militar em Bagdá foi acusado formalmente por cinco homicídios na terça-feira, informaram as Forças Armadas dos Estados Unidos em um comunicado.

REUTERS

12 de maio de 2009 | 14h48

A nota disse que o sargento John Russel, do 54o Batalhão de Engenharia, com base em Bamberg, na Alemanha, é o suspeito de abrir fogo na base Camp Liberty, perto do aeroporto de Bagdá, na segunda-feira. O principal chefe militar dos EUA sugeriu que o incidente pode ter sido deflagrado por estresse.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse num comunicado estar chocado e profundamente entristecido com a "tragédia horrível" na qual o homem entrou num centro para soldados sob estresse e abriu fogo, matando cinco pessoas.

"O suspeito...sargento John Russel está indiciado com cinco especificações de homicídio e uma de agressão em circunstâncias agravantes", informa o comunicado, acrescentando que ele está sob custódia da polícia militar.

"Um total de cinco militares foram mortos ontem. Dois eram funcionários da 55 Companhia Médica no Liberty Combat Stress Control Center", diz o documento.

Os outros três eram soldados alistados no Exército que estavam no centro naquele momento, acrescentou.

O almirante Mike Mullen, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, disse na segunda-feira que o incidente colocava em evidência a necessidade de redobrar os esforços para lidar de forma efetiva com o estresse e o risco da mobilização múltipla de soldados.

"Uma investigação adicional, uma AR-15/16, está sendo conduzida para supervisionar as regras e os procedimentos dos serviços de saúde comportamental oferecidos no Iraque", disse o comunicado.

"Esse indivíduo suspeito foi detido diante da clínica pouco depois de os tiros serem ouvidos", declarou o general-de-divisão David Perkins, porta-voz das forças norte-americanas no Iraque, acrescentando que seu comandante havia determinado mais cedo que seria melhor que se retirassem a arma dele.

"Isso incluirá um exame sobre como o incidente ocorreu. Também examinaremos as medidas tomadas para ver se podemos reduzir a possibilidade de outro evento semelhante no futuro", afirmou ele.

(Reportagem de David Morgan)

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