Soldado israelense atira em palestino com bala de borracha

Em vídeo divulgado pela ONG israelense B'Tselem, soldado atira em detido palestino que tem os olhos vendados

EFE

20 de julho de 2008 | 16h48

A ONG israelense B'Tselem divulgou hoje um vídeo no qual um soldado do Exército israelense aparece atirando à curta distância em um detido palestino com as mãos amarradas e olhos vendados.   Assista ao vídeo no site da ONG   Segundo a organização de direitos humanos nos territórios ocupados palestinos, o incidente ocorreu em 7 de julho na aldeia cisjordaniana de Nilin durante um protesto contra o muro de separação israelense, e foi visto por outros soldados e oficiais do Exército.   O disparo, de uma bala de aço recoberta de borracha, foi feito na presença de um tenente-coronel, que segurava o palestino pelo braço nesse momento, indica um comunicado da ONG.   A vítima, um palestino que protestava e identificado como Ashraf Abu Rahma, de 27 anos, foi detido por soldados israelenses durante meia hora, tempo no qual, segundo ele, foi golpeado pelos militares israelenses.   Após a detenção, um grupo de soldados e agentes da Polícia de Fronteiras levou Rahma a um 4x4 militar. O vídeo mostra o manifestante, que veste uma camiseta verde, levando uma bandeira palestina e fazendo o sinal da vitória com a mão, e, posteriormente, aparece de mãos amarradas e com os olhos vendados.   Nas imagens seguintes aparece um soldado israelense apontando um fuzil em direção às pernas do detido a uma distância aproximada de 1,5 metro, antes de atirar.   O detido aparece depois estendido no solo e com uma das extremidades tremendo. Rahma disse que a bala atingiu seu polegar esquerdo e que recebeu tratamento de um médico do Exército, antes de ser liberado pelos soldados.   O fato foi filmado por uma palestina de 14 anos desde sua casa de Nilin, e a ONG o recebeu esta manhã. A B'Tselem enviou uma cópia das imagens ao responsável da Unidade de Investigação da Polícia Militar, exigindo uma investigação sobre o caso e que os soldados sejam levados perante a justiça.

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