Soldados da força de paz detidos por rebeldes sírios devem ser libertados em breve

O chefe do exército de Fiji disse nesta quarta-feira que espera que os 45 soldados fijianos da força de paz das Nações Unidas capturados há duas semanas nas Colinas de Golã por um grupo militante apoiado pela al Qaeda, o Frente Nusra, serão libertados nos próximos dias.

MALAKAI VEISAMASAMA, REUTERS

09 de setembro de 2014 | 22h10

"A Al Nusra confirmou à sede da ONU em Nova York, que os soldados da força de paz das Ilhas Fiji serão libertados nos próximos dias", disse o brigadeiro-general Mosese Tikoitoga em coletiva de imprensa na capital de Fiji, Suva.

A guerra civil que já dura três anos na Síria atingiu a fronteira com o território controlado por israelenses no mês passado, quando combatentes islâmicos invadiram um ponto de passagem na linha que separa israelenses de sírios nas Colinas de Golã desde a guerra de 1973.

Os combatentes então se voltaram contra os capacetes azuis de uma força de paz da ONU que tem patrulhado a linha de cessar-fogo por 40 anos. Depois que os fijianos foram capturados, mais de 70 filipinos passaram dois dias sitiados em dois locais até chegarem a um lugar seguro.

A Frente Nusra, uma afiliada síria da Al Qaeda, tinha uma lista de exigências, incluindo compensação para os combatentes mortos durante o confronto, assistência humanitária para os seus apoiadores e sua retirada da lista de organizações terroristas da ONU.

Tikoitoga disse na conferência de imprensa, no entanto, que o grupo tinha desistido de todas as suas demandas e que nenhuma condição tinha sido imposta para a liberação das forças de paz.

Desde a independência da Grã-Bretanha em 1970, Fiji enviou mais soldados em missões de paz da ONU do que qualquer outra nação, em uma base per capita.

Apesar de uma economia estagnada por uma moeda forte necessária no Fiji, a demanda por forças de paz parece ter levado o país a desenvolver um poder militar muito maior do que o necessário, o que, por sua vez inflou o papel do exército nos assuntos internos, incluindo quatro golpes de Estado desde a independência e alegações de tortura e de violações dos direitos humanos.

Mais conteúdo sobre:
SIRIASOLDADOSPAZ*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.