Soldados dos EUA mortos no Iraque superam 4 mil

Mais de 40 mil militares foram feridos seriamente em combates ou acidentes desde o início da invasão, em 2003

Agências internacionais,

24 de março de 2008 | 02h50

O número de soldados americanos mortos no Iraque desde a invasão de 2003 superou 4 mil, após os últimos episódios de violência no domingo, 23. Quatro soldados foram mortos após a explosão de uma bomba em uma estrada do país, a causa mais comum de fatalidades entre os soldados americanos.      Veja também:Guerra do Iraque faz 5 anos Ocupação do Iraque    Mais de 40 mil homens ficaram feridos seriamente em combates ou acidentes a ponto de terem de ser removidos por ar. Os números são um amargo lembrete para as autoridades americanas, em meio a uma redução no número de mortos no Iraque desde meados do ano passado.   Ainda não é possível prever o impacto que a notícia vai ter sobre a opinião pública americana e na campanha presidencial, mas os críticos da guerra passam a ter mais uma estatística para impulsionar o pedido de retirada das tropas americanas do Iraque. O Exército dos EUA afirma que a contagem é arbitrária.   "É artificial já que coloca que a morte de número 4 mil é diferente da primeira", disse o porta-voz militar contra-almirante Greg Smith para a Reuters em uma entrevista na semana passada.   O presidente George W. Bush disse em um discurso no dia 19 de março, quinto aniversário do começo da guerra, que os Estados Unidos estavam no caminho da vitória e que a retirada dos 160 mil soldados do Iraque animaria a Al-Qaeda e o Irã.   A morte número mil aconteceu em setembro de 2004, 18 meses depois da invasão e no meio da eleição presidencial que deu para Bush um segundo mandato.   Melhora   A marca das 4 mil mortes de soldados no Iraque é superada no momento em que o governo americano ressalta a redução no número de civis mortos no país. Levantamentos mostram que a violência vem diminuindo no Iraque desde junho do ano passado, quando 30 mil soldados adicionais foram enviados para as áreas de maior risco.   Mas os atentados do domingo, que deixaram pelo menos 60 mortos, demonstram a fragilidade e a natureza reversível das melhora recente na segurança, segundo analistas.   No ataque mais grave, um extremista suicida dirigindo um caminhão tanque carregado de explosivos se chocou contra uma base militar do Exército iraquiano, causando uma enorme explosão e matando 13 soldados em Mosul, norte do país. Pelo menos 40 pessoas ficaram feridas no ataque. Comandantes americanos acreditam que Mosul seria o último reduto urbano da Al-Qaeda no Iraque.   Quinze pessoas foram mortas em Bagdá, em ataques com foguetes Katyusha contra a Zona Verde, de segurança máxima, onde ficam o Parlamento iraquiano e as embaixadas dos Estados Unidos e do Reino Unido. Ainda na capital, pelo menos sete pessoas foram mortas em um mercado, quando homens que viajavam em três carros atiraram contra a multidão.   (Com BBC Brasil)   Matéria ampliada às 8h30.

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