Soldados dos EUA se livram de acusação por morte de repórter

Os soldados norte-americanos quesupostamente mataram a tiros o jornalista britânico Terry Lloydno Iraque não serão indiciados, depois de promotores teremdecidido na segunda-feira que é impossível comprovar quem fez odisparo fatal. Lloyd, que foi repórter premiado no Iraque, Camboja, Bósniae Kosovo, morreu após receber tiros de forças iraquianas e dosEUA perto de Basra, em março de 2003. As evidências forenses sugerem que ele foi ferido por umdisparo iraquiano e então atingido fatalmente por disparosfeitos por forças norte-americanas. O caso foi enviado à promotoria depois de o magistradoAndrew Walker ter dado um veredicto de morte criminosa noinquérito realizado em outubro de 2006. Mas a promotoria britânica disse que não há provassuficientes para levar qualquer indivíduo a julgamento. A TV britânica ITN se disse decepcionada com a decisão dapromotoria. Lloyd, que tinha 50 anos, estava num comboio de dois carrosque levava três colegas da ITN a Basra nos primeiros dias apósa invasão liderada pelos EUA. Eles tinham recebido a notíciaequivocada da rendição de uma brigada blindada iraquiana. Os veículos estavam marcados "Imprensa", mas Lloyd nãousava capacete ou colete à prova de balas. Quando os dois carros atravessaram a ponte, soldadosiraquianos avançaram em sua direção e abriram fogo. Os carros deram meia-volta e retornaram em direção àsforças norte-americanas, perseguidos pelos iraquianos. Osmarines acharam que todos os veículos que se aproximavam eramhostis e abriram fogo. Ferido, Lloyd foi levado ao hospital por um veículo queajudou a retirar os soldados iraquianos. Quando chegou,descobriu-se que levara um tiro fatal na cabeça. O motorista disse que os tiros foram disparados de umaposição norte-americana. O tradutor dos jornalistas, Hussein Othman, também foimorto. O cinegrafista francês Fred Nerac está desaparecido,dado como morto. O único sobrevivente do incidente foi o outrocinegrafista, Daniel Demoustier.

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