Soldados líbios morrem em confrontos e atentados a bomba em Benghazi

Até 12 soldados líbios foram mortos e 60 feridos em um duplo ataque suicida e confrontos em Benghazi, no leste da Líbia, nesta quinta-feira, disseram médicos.

REUTERS

02 de outubro de 2014 | 10h38

Outras quatro pessoas também morreram em um ataque separado conduzido supostamente por islamitas contra um posto de controle em Qubah, a leste de Benghazi, disseram autoridades hospitalares.

A Líbia tem sido assolada pela violência à medida que grupos armados que ajudaram a derrubar Muammar Gaddafi em 2011 se voltaram uns contra os outros na tentativa de dominar a política e os vastos recursos petrolíferos do país.

Em Benghazi, forças especiais do Exército aliadas a brigadas do ex-general Khalifa Haftar têm enfrentado brigadas islamitas, incluindo a Ansar al-Sharia, apontada por Washington como culpada por um ataque ao consulado norte-americano em setembro de 2012, no qual o embaixador dos EUA foi morto.

Dois carros carregados de explosivos dirigiram de encontro a um posto de controle do Exército perto do aeroporto civil e militar de Benghazi, matando três soldados, disse Wanis Bukhamada, comandante das forças especiais do Exército em Benghazi, à Reuters.

Quatro soldados foram mortos em confrontos com militantes islamitas na mesma área, disse ele.

"As forças Majlis al-Shoura sofreram grandes perdas", disse Bukhamada, referindo-se ao grupo de islamitas que há semanas tem tentado invadir o aeroporto.

Um médico disse que chegou a 12 o número de mortos.

Os islamitas já conseguiram tomar bases do Exército na cidade portuária, o que faz do aeroporto uma das últimas grandes bases do governo.

Os confrontos continuavam ao meio-dia (7h no horário de Brasília), enquanto ataques aéreos podiam ser ouvidos. Não havia mais detalhes disponíveis sobre os confrontos, mas as forças de Haftar têm usado helicópteros e aviões de guerra contra os islamitas.

As potências do Ocidente se preocupam com o fracasso da Líbia enquanto Estado, no momento em que um fraco governo central não se mostra capaz de controlar os grupos armados que o desafiam em um país repleto de armas.

O Parlamento eleito foi realocado para a remota cidade de Tobruk, no leste do país, após ter perdido o controle efetivo da capital, Trípoli, dominada por uma aliança de grupos armados que expulsaram outra força rival.

As novas forças que controlam Trípoli, lideradas por brigadas da cidade ocidental de Misrata, têm ajudado a instalar um Parlamento alternativo e um novo primeiro-ministro.

(Reportagem de Ayman al-Warfalli)

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