Sucessão no Líbano preocupa Conselho de Segurança

ONU teme que vazio institucional leve a uma maior desestabilização no país; eleições devem acontecer no dia 17

Efe,

12 de dezembro de 2007 | 01h21

O Conselho de Segurança da ONU anunciou a sua "profunda preocupação" com o atraso no processo de eleição de um novo presidente do Líbano, temendo que o vazio institucional leve a uma maior desestabilização do país. O embaixador italiano Marcello Spatafora, atual presidente do Conselho, destacou em uma declaração que o "atual ponto morto não serve aos interesses do povo libanês e pode levar a uma deterioração da situação". "O Conselho de Segurança reitera seu apelo à realização sem demora de eleições presidenciais livres, sem interferência ou influência estrangeira, e conforme os procedimentos constitucionais libaneses e suas instituições democráticas", acrescentou a declaração. O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, adiou pela oitava vez a votação para escolher o sucessor do presidente Emil Lahoud, cujo mandato terminou no dia 24 de novembro. Berri convocou a nova votação para 17 de dezembro, para dar mais tempo às negociações entre os partidos. Segundo o sistema político em vigor no Líbano, o presidente deve ser cristão maronita; o primeiro-ministro, muçulmano sunita; e o chefe do Parlamento, muçulmano xiita. Os 14 membros do Conselho de Segurança ofereceram o seu "completo apoio ao governo do Líbano na gestão dos assuntos de Estado".

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