Sudão diz ter matado 6 seqüestradores de turistas europeus

Segundo o Exército sudanês, tropas não conseguiram libertar os seqüestrados, que foram levados ao Chade

EFE,

28 de setembro de 2008 | 14h35

O Exército sudanês anunciou neste domingo que seus soldados mataram seis dos supostos seqüestradores de onze turistas europeus e oito egípcios que foram capturados há seis dias no sul do Egito, mas não conseguiram libertar os reféns. Segundo informou uma fonte do Exército sudanês, as tropas não conseguiram libertar os seqüestrados, que foram levados pelos seqüestradores ao vizinho Chade. A informação foi confirmada pela Chefia das Forças Armadas sudanesas ao correspondente do canal de televisão catariano "Al Jazira". Segundo as fontes, as tropas sudanesas detectaram um veículo que se deslocava em alta velocidade, e mantiveram um tiroteio que acabou com a morte de seus seis ocupantes, entre eles o suposto chefe do grupo de seqüestradores. Os outros seqüestradores conseguiram levar os reféns a uma zonalocalizada a 30 quilômetros da fronteira entre Chade e Sudão. Segundo o Exército, os seqüestrados permanecem no local junto com cerca de 35 homens armados. As fontes identificaram o suposto líder pelo sobrenome Bahit, que seria membro do Movimento de Libertação do Sudão (MLS), um dos grupos rebeldes que lutam contra as forças governamentais na região sudanesa de Darfur. Os militares capturaram também um chadiano e um sudanês membros do grupo, que confessaram que as seis pessoas que estavam no carro se dirigiam para negociar a libertação dos reféns. Os turistas (cinco alemães, cinco italianos e um romeno) foram seqüestrados durante uma viagem na sexta-feira passada em uma zona de desértica do sudoeste do Egito perto da fronteira com o Sudão e a Líbia. Junto com eles, foram capturados quatro motoristas, dois guias, o dono de uma agência de turismo e um agente de segurança, todos eles de nacionalidade egípcia. Os reféns foram levados depois para território sudanês, a uma zona próxima à fronteira com o Egito e a Líbia.

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