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Suicida mata 50 homens da segurança síria, diz oposição

Ataque é um dos mais violentos ocorridos contra as forças do presidente Bahar Assad

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05 de novembro de 2012 | 15h41

BEIRUTE - Um suicida islâmico dentro de um carro-bomba matou ao menos 50 homens da segurança síria na província de Hama nesta segunda-feira, 5, disse um grupo de oposição. O ataque é um dos mais violentos já ocorridos contra as forças do presidente Bahar Assad no levante que já dura 20 meses.

O novo dia de violência sem trégua na Síria coincide com novas conversas sobre união no Catar entre as facções da oposição. A mídia estatal síria informou que um suicida alvejou um centro de desenvolvimento rural em Sahl al-Ghab, na província de Hama, mas disse que o total de mortos ficou em dois.

Rami Abdelrahman, diretor do Observatório Sírio para Direitos Humanos, afirmou que o centro era usado por forças de segurança e por milícias pró-Assad como uma de suas maiores bases na região. "Um combatente do Nusra Front se explodiu", disse ele. "Ele foi com o carro dele até o centro e aí provocou a explosão. Uma série de explosões se seguiu. Ao menos 50 morreram."

O grupo Nusra Front, formado por muçulmanos salafistas ultraortodoxos inspirados na Al-Qaeda, já assumiu a responsabilidade por diversos ataques suicidas em Damasco e em outros locais no passado. Ele opera independentemente de outras facções rebeldes, algumas das quais o criticam por táticas indiscriminadas.

A agência de notícias estatal Sana disse: "Um terrorista se explodiu no centro, o que resultou em uma série de vítimas. Dois cidadãos morreram e vários ficaram feridos."

As autoridades sírias costumam culpar militantes islâmicos apoiados por estrangeiros pela revolta anti-Assad. Até agora cerca de 32 mil pessoas já morreram na insurreição.

Carro-bomba

Em Damasco, um carro-bomba explodiu no distrito de maioria alauita de Mezzeh, matando 11 pessoas e ferindo dezenas, incluindo crianças, segundo a mídia estatal e o Observatório Sírio.

Caças, tanques e artilharia bombardearam partes mantidas pelos rebeldes no sul de Damasco. Um diplomata ocidental disse que as ações representam uma escalada importante na campanha de Assad para acabar com os rebeldes. Ativistas de oposição afirmaram que ao menos 10 pessoas morreram ali.

Um ataque aéreo na cidade de Haram, na província de Idlib, situada no noroeste do país, perto da fronteira com a Turquia, matou ao menos 20 rebeldes da Brigada dos Mártires de Idlib, provavelmente matando o comandante deles, Basil Eissa, informou o Observatório Sírio.

Boa parte da província de Idlib está nas mãos dos insurgentes, mas ela permanece vulnerável à força área, usada cada vez mais pelas forças de Assad para conter seus opositores, em sua maioria muçulmanos sunitas.

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