Suleiman diz que as relações do Líbano com a Síria 'são normais'

Por isso, presidente do Líbano disse "não é possível falar de normalização das relações" bilaterais

Efe

12 de julho de 2008 | 11h26

O presidente do Líbano, Michel Suleiman, afirmou neste sábado, 12, que as relações de seu país com a Síria "são normais" e que prevê realizar uma visita a esse país, por isso "não é possível falar de normalização das relações" bilaterais.   Na saída de uma reunião com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, Suleiman disse que está "muito satisfeito com as relações entre os dois países", em referência à Síria, país que tradicionalmente exerce grande influência no Líbano.   Sarkozy se reunirá hoje com o presidente sírio, Bashar al-Assad, antes de realizar uma reunião a quatro lados, na qual, além dos dois, também participarão Suleiman e o presidente do Conselho de Cooperação do Golfo, o emir do Catar, xeque Hamad Bin Khalifa al-Thani.   "O Líbano está interessado na abertura de embaixadas, mas não é possível falar da normalização das relações (com a Síria), porque as relações são normais", afirmou Suleiman, que chegou ao poder no final de maio, após um acordo mediado pelo Catar que colocou fim a vários meses de crise política.   Acrescentou que uma visita à Síria "sempre está na ordem do dia", mas não concretizou detalhes ou possíveis datas.   No plano nacional, destacou que "vamos lançar nos próximos dias um diálogo nacional e um processo de reconciliação nacional".   Sobre a nomeação do chefe do Exército, cargo que ocupava antes de chegar à Presidência, Suleiman disse que "será feita mais rapidamente do que se formou o Governo", nomeado nesta sexta-feira.   Suleiman insistiu em que "temos que avançar rápido", mas deixou claro que "será sobre a base dos acordos de Doha", a capital do Catar.   Explicou que, em sua reunião com Sarkozy, falaram principalmente das relações bilaterais e lembrou que o presidente francês sempre apoiou o Líbano, país que - disse - visitou após serem alcançados os acordos de Doha, aos quais manifestou seu apoio.   Ampliada às 12h12

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