Sunitas deixam governo iraquiano e agravam crise

O governo do primeiro-ministro iraquiano,Nuri al-Maliki, formado há 15 meses e liderado por xiitas,enfrenta nesta quarta-feira sua maior crise, depois que oprincipal bloco árabe sunita no Parlamento retirou seuministros do gabinete. "Esta é provavelmente a crise política mais séria queenfrentamos desde a aprovação da Constituição. Se não forresolvida, as implicações serão graves", disse à Reuters ovice-primeiro-ministro Barham Salih, que é curdo. As negociações sobre a nova Constituição do Iraque, adotadaem um referendo de outubro de 2005, foram difíceis. Autoridadesdos Estados Unidos e de outros países fizeram muitos esforçospara convencer a minoria árabe sunita a participar da votação edas eleições nacionais de dezembro de 2005, que levou os xiitasao poder. A Frente de Acordo Sunita anunciou na quarta-feira queretiraria seus cinco ministros e seu vice-primeiro-ministro dogoverno, em protesto pela recusa de Maliki de cumprir uma listade exigências, incluindo maior participação em decisões desegurança nacional.Outro problema, segundo a organização, é que Malilki teriamarginalizado seus ministros, recusando-se até mesmo aconversar com o vice-presidente Tareq al-Hashimi, que continuano cargo. (Por Mariam Karouny)

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