Suposta mulher-bomba mata 3 em terminal de ônibus em Bagdá

A poucos quilômetros, soldados americanos matam por engano 3 policiais iraquianos e ferem outro

Agência Estado e Associated Press,

19 de março de 2008 | 15h09

Uma suposta mulher-bomba provocou a morte de pelo menos três pessoas quando atacou um terminal de ônibus numa cidade a nordeste de Bagdá nesta quarta-feira, 19, informou a polícia. Poucos quilômetros ao norte, soldados americanos mataram por engano três policiais iraquianos e feriram outro.   Veja também: Retirada do Iraque não pode comprometer avanços, diz Bush Guerra do Iraque faz 5 anos Ocupação do Iraque      A explosão da suposta mulher-bomba no centro comercial do vilarejo de Balad Ruz tinha como alvo aparente uma patrulha policial. Os episódios violentos ocorreram um dia antes do quinto aniversário da invasão do Iraque por forças estrangeiras lideradas pelos Estados Unidos.   Entre os três mortos no atentado desta quarta-feira havia um policial. Outras 12 pessoas ficaram feridas, entre elas três policiais, mulheres e crianças, segundo um agente que não quis se identificar.   Um policial, Ahmed Salim, disse que a explosão ocorreu pouco após a patrulha ter entrado no terminal de ônibus. Caso a informação se confirme, chegaria a oito o número de mulheres que realizaram esse tipo de atentado desde o início do ano.   No outro incidente, os soldados norte-americanos dispararam suas armas ao notar que um veículo se aproximava. Segundo o Exército americano, eles pensavam que tratava-se de um automóvel carregado de explosivos.   O aumento dos atentados realizados por mulheres tem causado preocupação entre as tropas norte-americanas e iraquianas. As mulheres têm mais facilidade para ocultar explosivos, por usarem roupas largas. Além disso, em algumas ocasiões podem simular uma gravidez avançada e, geralmente, não são revistadas com a mesma minúcia utilizada para os homens, por causa dos rígidos costumes islâmicos.   No pior desses ataques, duas mulheres que levavam explosivos atacaram um mercado de animais em Bagdá, em 1º de fevereiro, matando quase cem pessoas em um dos dias mais mortíferos em meses. Funcionários iraquianos alegaram que as suicidas eram deficientes mentais, o que não foi comprovado posteriormente.   Na última segunda-feira, 17, outra suicida cometeu um atentado no meio de um grupo de fiéis xiitas perto de uma mesquita na cidade sagrada de Kerbala, matando ao menos 32 pessoas e ferindo 51.

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