Suposto espião israelense é condenado à morte no Irã

Comerciante de eletrônicos é acusado de dar informações de centros militares, de segurança e de defesa

Agência Estado e Associated Press,

30 de junho de 2008 | 09h09

Um cidadão iraniano acusado de espionar em favor de Israel foi condenado à morte pela Corte Revolucionária do Irã no domingo, informou a televisão estatal do país nesta segunda-feira, 30. De acordo com a emissora, o condenado foi identificado como Ali Ashtari, um comerciante de produtos eletrônicos de 45 anos de idade. A empresa dele abastecia centros militares, de segurança e de defesa em todo o Irã. Uma nota publicada na página da TV estatal iraniana na internet cita um funcionário não identificado para informar que Ashtari "forneceu informações importantes sobre os centros militares, de defesa e investigação" ao Mossad, serviço israelense de espionagem no exterior. O material supostamente incluiria informações sobre a Organização de Energia Atômica do Irã, responsável pelo programa nuclear da república islâmica. Segundo a fonte, Ashtari, detido no ano passado, tinha planos de "criar uma conexão" entre especialistas iranianos e agentes israelenses. O réu tem 20 dias para recorrer da sentença, emitida domingo. Em comentário à Associated Press, o porta-voz do governo de Israel, Mark Regev, negou que o país "tenha algum conhecimento do caso". A Corte Revolucionária iraniana é um instância judicial de alto nível responsável por julgar casos de segurança nacional e supostas ameaças ao país. Israel e os Estados Unidos acusam o Irã de desenvolver em segredo um programa nuclear bélico. O governo iraniano nega e assegura que suas usinas atômicas têm fins estritamente pacíficos de geração de energia elétrica.

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