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Supostos vídeos da Al-Qaeda têm meninos armados, dizem EUA

Vídeos foram supostamente gravados para disseminar a mensagem da Al-Qaeda entre os jovens, diz porta-voz

Reuters,

06 de fevereiro de 2008 | 15h06

Supostos vídeos da Al-Qaeda apreendidos por soldados norte-americanos mostram crianças iraquianas com menos de 11 anos de idade fingindo realizar sequestros e ataques, afirmaram na quarta-feira as Forças Armadas dos Estados Unidos e autoridades do Iraque.  Assista ao vídeo pela BBC Vídeos exibidos para repórteres mostraram cerca de 20 meninos, em sua maioria menores de 11 anos, usando balaclavas pretas e exibindo fuzis AK-47 e lançadores de granada quase do tamanho deles. "Essa não é a primeira vez que encontramos material desse tipo, mas o volume e o conteúdo desses vídeos são os maiores e mais perturbadores dentre os achados até agora", afirmou o contra-almirante Gregory Smith, porta-voz das Forças Armadas dos EUA. Segundo Smith, os vídeos foram supostamente gravados para disseminar a mensagem da Al-Qaeda entre os jovens. Os garotos presentes nas imagens não estariam, na verdade, treinando para realizar missões. Cinco vídeos com crianças foram apreendidos durante uma operação lançada contra militantes sunitas no começo de dezembro de 2007. Os níveis de violência caíram em todo o Iraque e o número de ataques diminuiu 60 por cento desde junho passado, mas Smith disse que a Al-Qaeda continua a ser a maior ameaça à segurança do país. O porta-voz acrescentou que os militares norte-americanos não sabem exatamente onde ou quando os filmes foram rodados, ou quantas crianças participaram das gravações. Nas imagens, pode-se ver os garotos abordando um homem montado em uma bicicleta e tomando-o como refém, forçando passageiros a saírem de um carro e apontando armas para a cabeça deles, além de aparecerem invadindo casas enquanto instrutores gritam-lhes ordens. Entre as imagens, havia uma de um garoto de pouca idade usando um "colete suicida". E os soldados dos EUA encontraram também uma proposta escrita com o roteiro de um filme sobre o treinamento de crianças para a guerra. "O roteiro previa colocar as crianças interrogando e executando suas vítimas, plantando artefatos explosivos de fabricação caseira e realizando ataques como franco-atiradores", disse Smith, acrescentando que a Al-Qaeda também tinha se infiltrado em escolas do Iraque para divulgar seus ensinamentos. (Reportagem adicional de Paul Tait e Waleed Ibrahim)

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