Suspeito de ser militante saudita morre na prisão no Líbano, dizem fontes

O suposto líder de um grupo militante ligado à Al Qaeda e que reivindicou a autoria do ataque à embaixada iraniana em Beirute, há dois meses, morreu neste sábado na prisão, disseram fontes de segurança.

Reuters

04 de janeiro de 2014 | 11h34

Majid bin Muhammad al-Majid, um saudita que era procurado por autoridades do seu próprio país, sofria de problemas renais e entrou em coma na sexta-feira, disseram as fontes. Ele morreu em um hospital militar de Beirute, ainda segundo as mesmas fontes.

Acredita-se que Majid era o líder das Brigadas Abdullah Azzam, que reivindicou a responsabilidade por vários ataques na região, o mais recente uma ação de dois homens-bomba na embaixada do Irã em Beirute, que matou pelo menos 25 pessoas.

Sua identidade foi confirmada por autoridades libanesas na sexta-feira, após testes de DNA.

Em postagens no Twitter feitas na época do ataque, as Brigadas Abdullah Azzam ameaçaram realizar mais atentados no Líbano se o Irã não retirar suas forças da Síria.

A guerra civil síria atraiu combatentes xiitas e sunitas dos países vizinhos, além de apoio militar e econômico por parte do Irã.

No ano passado, as brigadas Abdullah Azzam, batizadas com o nome do mentor de Osama bin Laden, foram formalmente classificadas pelo Departamento de Estado norte-americano como uma organização terrorista.

O Departamento de Estado afirmou que o grupo foi dividido em duas facções: a Yusuf al-'Uyayri, batizada com o nome de um fundador da Al Qaeda no Iêmen; e os Batalhões Ziyad al-Jarrah, que leva o nome do piloto que sequestrou o voo United 93 durante os ataques de 11 de Setembro de 2001.

(Por Dominic Evans)

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