Suspeitos de queimar fotos de Khomeini são detidos no Irã

Imagens do fundador da República Islâmica foram incendiadas, segundo TV estatal, por partidários da oposição

Efe,

14 de dezembro de 2009 | 12h16

A Polícia iraniana deteve várias pessoas em relação à recente queima de fotos do fundador da República Islâmica, aiatolá Ruhollah Khomeini, anunciou nesta segunda-feira, 14, o procurador-geral de Teerã, Abbas Jaafari Dowlatabadi.

 

Em declarações divulgadas pela agência de notícias local Ilna, o responsável judicial disse que os supostos culpados, que não foram identificados, "foram presos e serão processados no prazo mais breve possível". "Estas pessoas foram detidas no mesmo dia e no mesmo lugar em que ocorreram os fatos", acrescentou Dowlatabadi.

 

A transmissão pela televisão estatal iraniana de imagens da queima de um retrato de Khomeini em 7 de dezembro, em Teerã, intensificou a crise política registrada no Irã desde que a oposição denunciou uma suposta fraude na reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

 

A rede de TV, controlada pelo líder supremo da revolução, aiatolá Ali Khamenei, atribuiu a ação a grupos de estudantes partidários do movimento de oposição verde, liderado pelos candidatos pró-reformistas derrotados, Mir Hussein Moussavi e Mehdi Karroubi.

 

No entanto, os dois negaram que seus simpatizantes tenham cometido uma ação desse tipo, que aponta contra os pilares do regime teocrático instalado há 30 anos no Irã.

 

Moussavi acusou a televisão estatal de iniciar uma campanha de descrédito da oposição utilizando "métodos não convencionais". O presidente do Parlamento, Ali Larijani, também expressou suas dúvidas a respeito. A disputa aprofundou ainda mais a brecha que, desde as eleições, divide os responsáveis do país.

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