Taleban diz ter matado alemães e ameaça sul-coreanos

Grupo extremista exige a libertação de militantes presos para soltar os reféns da Coréia do Sul

Associated Press,

21 Julho 2007 | 15h56

Um porta-voz do Taleban informou que a milícia radical islâmica afegã matou dois reféns alemães e outros cinco afegãos, mas acrescentou que o grupo está disposto a trocar, por combatentes taleban detidos, os missionários cristãos sul-coreanos seqüestrados na semana passada.   No entanto, o governo afegão desmentiu a informação, assinalando que um dos reféns alemães está vivo e o outro morreu de ataque cardíaco. "Segundo informações de nossas forças de segurança, somente um dos seqüestrados morreu. O segundo está vivo e estamos fazendo o máximo para conseguir libertá-lo", disse Sultan Ahmad Baheen, porta-voz da chancelaria afegã.   O porta-voz do Taleban Qari Yousuf Ahmadi disse por telefone, à agência Associated Press, que os alemães e os afegãos foram mortos porque a Alemanha não anunciou a retirada de seus 3 mil soldados do Afeganistão.   Os sete foram seqüestrados na quarta-feira, na província de Wardak, quando trabalhavam no projeto de uma represa. Os 3 mil soldados alemães, da Força de Assistência de Segurança Internacional da Otan, ficam na região mais pacífica do norte do Afeganistão. Ahmadi não ofereceu provas das mortes, e disse que o Taleban irá dar informações sobre os corpos mais tarde.   Com relação aos sul-coreanos, Ahmadi disse que os governos do Afeganistão e da Coréia do Sul tinham até as 20h (de Brasília) de domingo para libertar 23 militantes taleban, caso contrário os reféns - que ele diz serem 23 - seriam mortos. Ahmadi alertou ao governo afegão, aos Estados Unidos e às forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para não tentarem resgatar os reféns, sob ameaça de serem mortos.   Horas antes, Ahmadi tinha dito que os sul-coreanos seriam executados se a Coréia não retirasse seus 200 soldados do Afeganistão - onde trabalham em projetos de ajuda médica e reconstrução -, mas acabou mudando as exigências depois que a chancelaria sul-coreana reiterou que seus militares deixarão o Afeganistão no fim do ano, como havia anunciado em dezembro.   A Coréia do Sul disse que está em contato com o Taleban - deposto do poder em 2001 - para obter a libertação de seus cidadãos, entre eles 15 mulheres, informou um funcionário de alto escalão. O presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, pediu na TV que o Taleban "envie nossa gente para casa logo e em segurança", acrescentando que o seqüestro de civis nunca pode ser justificado.

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