Tanques de Israel se retiram da Faixa de Gaza após ofensiva

Confronto mais grave na região em mais de um ano esfria negociações de paz

estadão.com.br,

27 de março de 2010 | 06h49

Tanques israelenses se retiraram neste sábado, 27, das áreas da Faixa de Gaza ocupadas na sexta-feira, 26. Dois soldados israelenses e dois militantes palestinos morreram no confronto. Autoridades israelenses negaram a versão palestina de que teria havido um tiroteio e afirmaram que seus dois soldados mortos - um oficial e um soldado raso - teriam sido vítimas de uma bomba.

 

Esta é o choque mais grave na Faixa de Gaza em 14 meses, quando terminou uma ofensiva israelense que deixou 1.400 palestinos mortos, em sua maioria civis, e 13 israelenses.

 

As brigadas Ezzedine al-Qassam, braço armado do Hamas, reivindicaram a autoria da ação contra os soldados israelenses. Em comunicado, o grupo disse ter agido contra "uma unidade de elite sionista" que teria invadido Khan Yunis. As Brigadas de Al-Quds, ala armada do grupo Jihad Islâmica, também disseram ter participado da ação.

 

A número 1 da diplomacia europeia, Catherine Ashton, declarou estar "extremamente preocupada" com a escalada da violência. No início da semana, Catherine visitou Gaza e condenou o bloqueio imposto ao território por Israel e Egito.

 

A operação israelense ocorreu momentos após o primeiro-ministro de Israel, Binyamin "Bibi" Netanyahu, participar de uma reunião com seu gabinete de segurança para tentar reduzir a tensão com os EUA.

 

A nova espiral de violência coincide com a baixa expectativa de que haja uma rápida retomada das negociações de paz, devido à negativa do governo de Israel em frear a construção de assentamentos judaicos no leste de Jerusalém.

 

(Com agências internacionais)

Tudo o que sabemos sobre:
Faixa de GazaIsraelPalestina

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.