Goran Tomasevic/Reuters
Goran Tomasevic/Reuters

Temido irmão de Assad perde perna em ataque a bomba, dizem fontes

Atentado ocorreu no gabinete de segurança de um líder sírio um mês atrás

Reuters

16 de agosto de 2012 | 15h34

BEIRUTE - O temido irmão do presidente sírio Bashar Assad, Maher, perdeu uma perna em um ataque a bomba no gabinete de segurança do líder sírio um mês atrás, disseram fontes nesta quinta-feira, 16, em um duro golpe para um dos principais comandantes militares que combate uma insurgência que já dura 17 meses.

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O ataque contra uma reunião do gabinete de segurança de Assad em Damasco, em 18 de julho, matou quatro membros do círculo íntimo do presidente, incluindo o seu cunhado, e encorajou os rebeldes a levar sua luta para a capital pela primeira vez.

Maher não foi visto em público desde o bombardeio, enquanto Assad se restringiu a aparições em vídeos gravados transmitidos pela televisão, levando a especulações sobre a eficácia da liderança conforme a rebelião cresce.

O irmão de Assad, colaborador próximo do presidente, adquiriu uma reputação temerosa como comandante da Guarda Republicana do Exército sírio e da Quarta Divisão, as formações de elite compostas em grande parte por soldados da seita minoritária alauíta, de Assad. "Nós ouvimos que ele (Maher al-Assad) perdeu uma de suas pernas durante a explosão, mas não sabemos mais nada", disse um diplomata ocidental à Reuters.

Uma fonte do Golfo confirmou o relato: "Ele perdeu uma de suas pernas. A notícia é verdadeira." A divulgação da lesão de Maher veio no momento em que aumenta o receio de que o conflito, que já custou a vida de pelo menos 18.000 pessoas na Síria, esteja começando a transbordar as suas fronteiras em uma região já abalada por divisões sectárias.

Sequestro

Países do Golfo Árabe disseram aos seus cidadãos para deixar o Líbano depois que um clã xiita libanês sequestrou mais de 20 pessoas em Beirute e, inicialmente, ameaçou sequestrar mais árabes. Os homens armados disseram que um refém turco, cujo país apoia a insurgência síria principalmente sunita, seria o primeiro a morrer se um de seus parentes detidos pelos rebeldes sírios em Damasco fosse morto.

A poderosa família Meqdad está buscando colocar pressão sobre os rebeldes para libertar o membro do clã Hassan al-Meqdad, que está detido pelo Exército Sírio Livre há dois dias. Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuweit e Barein disseram a seus cidadãos para sair de uma vez. Alguns países já começaram a levar seus cidadãos de volta para casa.

O porta-voz do clã, Maher al-Meqdad, disse que eles estavam apenas visando o Exército Sírio Livre e os turcos, insistindo que os cidadãos sauditas, do Catar e de outros países do Golfo não eram alvos. "Se Hassan (al-Meqdad) for morto, o primeiro refém que vamos matar será o turco", disse ele à Reuters. Posteriormente ele afirmou que o clã havia "interrompido as operações militares", sinalizando que não haveria mais sequestros.

O refém turco disse a um canal de televisão libanês que estava sendo bem tratado. Outro canal transmitiu um vídeo mostrando dois reféns sírios sob a custódia de homens armados e mascarados do clã Meqdad vestindo fardas e armados com fuzis.

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