Charles Platiau/Reuters
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Tempo está se esgotando para diplomacia do Irã, diz Sarkozy

Presidente francês apelou para que Rússia e China apoiem sanções contra programa nuclear

Reuters

20 de janeiro de 2012 | 13h54

PARIS - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse nesta sexta-feira, 20, que o tempo está acabando para se evitar uma intervenção militar no Irã e apelou à China e à Rússia que apoiem novas sanções para forçar Teerã a negociar seu programa de enriquecimento de urânio.

 

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A França tem liderado os esforços internacionais por medidas mais duras para aumentar a pressão sobre o Irã a interromper seu programa nuclear desde que as conversas entre Teerã e seis potências mundiais -Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha - pararam.

Nações ocidentais têm expressado preocupação crescente de que Israel poderia lançar um ataque preventivo contra Teerã, aprofundando a instabilidade em uma região já instável.

"O tempo está se esgotando. A França fará tudo para evitar uma intervenção militar", disse Sarkozy a embaixadores franceses reunidos em Paris. "A intervenção militar não vai resolver o problema, mas vai desencadear a guerra e o caos no Oriente Médio."

Israel e os Estados Unidos recusaram-se a descartar uma ação militar, enquanto o Irã continua operações de enriquecimento que eles dizem serem destinados à busca de armas nucleares. Teerã insiste que seu trabalho nuclear tem apenas fins pacíficos civis e recusou-se a discutí-lo com as potências ocidentais.

Sarkozy pediu à Rússia e à China que apoiem sanções mais duras. As duas potências emergentes, que também bloquearam esforços no Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria, têm demonstrado relutância em apoiar sanções adicionais ao petróleo do Irã, criando um racha na comunidade internacional. "Ajudem-nos a garantir a paz no mundo. Nós realmente precisamos de vocês", disse Sarkozy, em um apelo direto a Moscou e Pequim.

O premiê chinês, Wen Jiabao, disse durante visita à região na quinta-feira que Pequim se opõe a qualquer esforço iraniano de adquirir armas nucleares, mas ele defendeu seu grande comércio de petróleo com Teerã.

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