Terremoto deixa ao menos 4 mortos e 69 feridos no Afeganistão

Um terremoto no leste do Afeganistão matou pelo menos quatro pessoas e feriu cerca de 70, depois que o clima úmido enfraqueceu as tradicionais casas de tijolos de barro, disseram autoridades nesta quarta-feira.

Reuters

24 de abril de 2013 | 10h40

O terremoto de magnitude 5,7 foi sentido tão longe quanto na capital indiana de Nova Délhi e é o mais recente em uma série de tremores que sacudiram a Ásia neste mês.

O tremor teve profundidade de 64 quilômetros, com epicentro a 11 quilômetros de Mehtar Lam, capital da província oriental de Laghman, de acordo com o site do Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Os relatórios iniciais de autoridades nas províncias vizinhas de Nangarhar e Kunar disseram que quatro pessoas morreram, mas o número de vítimas fatais deve subir. Sessenta e nove pessoas ficaram feridas.

Centenas de casas desabaram em Kunar, disse o porta-voz do governador provincial, Wasifullah Wasifi.

A maior parte do Afeganistão recebeu chuva constante nesta quarta-feira, o que teria enfraquecido as casas de tijolos de barro tradicionais em que muitos afegãos vivem, disse o vice-diretor da Autoridade Nacional de Gestão de Desastres do Afeganistão.

A entidade ainda não tem o número de vítimas, disse ele.

Prédios balançaram em Nova Délhi, na Índia, e as pessoas correram para a rua na disputada região norte de Caxemira, onde um terremoto matou cerca de 75 mil pessoas em 2005, a maioria no lado do Paquistão. O terremoto também foi sentido na capital do Paquistão, Islamabad.

Na semana passada, um terremoto de magnitude 6,6 matou cerca de 200 pessoas no sudoeste da China, poucos dias depois de outro tremor poderoso matar 35 pessoas no Paquistão, perto da fronteira com o Irã.

(Por Rafiq Sherad, Mohammad Anwar, Satarupa Bhattacharjya, Fayaz Bukhari e Kathryn Houreld)

Tudo o que sabemos sobre:
AFEGANISTAOTERREMOTOMORTES*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.