Toque de recolher deixa ruas de Bagdá vazias

Medida foi decretada para tentar controlar a violência que explodiu na última segunda-feira em Basra

Efe,

28 de março de 2008 | 06h20

As ruas de Bagdá amanheceram nesta sexta-feira, 28, totalmente vazias depois da entrada em vigor na noite desta quinta-feira do toque de recolher. Ele foi decretado pelas autoridades para tentar controlar a onda de violência que explodiu na segunda-feira passada em Basra. A direção do plano de segurança "Aplicamos a Lei" decretou na noite de quinta-feira esta medida que permanecerá em vigor até o domingo às 5 horas (23 horas de sábado em Brasília). A decisão foi tomada depois dos enfrentamentos envolvendo as milícias fiéis ao clérigo xiita Moqtada al-Sadr, que explodiram na segunda-feira em Basra, se estenderem pelo sul do país e por vários bairros da capital. Pelas ruas era possível ver apenas as patrulhas da Polícia e do Exército, enquanto helicópteros e aviões sobrevoam constantemente a cidade. Nestes últimos três dias, diversas sedes de vários partidos políticos xiitas rivais de Sadr, como a do partido Dawa, do primeiro-ministro Nouri al-Maliki, e a do Conselho Supremo Iraquiano, de Abdel Aziz al-Hakim, foram atacadas tanto em Bagdá como em outras províncias. Enquanto isso, os combates continuam na cidade petrolífera de Basra, 550 quilômetros ao sul de Bagdá, e em outras localidades do sul entre a milícia de al-Sadr - conhecida como Exército Mehdi - e as Forças de Segurança iraquianas. O primeiro-ministro iraquiano anunciou na quarta-feira que tinha dado um ultimato a esta milícia xiita para que abandone as armas em 72 horas, se não quiser enfrentar "sérias punições".

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