Trégua em Gaza pode começar na próxima semana, diz Egito

Presidentes da França e Egito discutem cessar-fogo consolidado; ANP acusa Hamas de influenciar eleições

Agências internacionais,

09 de fevereiro de 2009 | 11h55

O presidente do Egito, Hosni Mubarak, afirmou nesta segunda-feira, 9, que um acordo de cessar-fogo de longa duração em Gaza pode entrar em vigor na próxima semana. Após se encontrar com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, com quem iniciou as negociações por uma trégua consolidada, Mubarak afirmou ainda que pediu para que o chefe de governo francês divida com ele a presidência da Conferência de Doadores para a reconstrução da Faixa de Gaza, que acontece no Cairo em 2 de março.   Veja também: Acordo por Shalit depende da soltura de 4 militantes Artilharia israelense mata militante da Jihad Islâmica em Gaza Livni tenta reagir com ''fator Shalit''  Linha do tempo dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  História do conflito entre Israel e palestinos  Imagens das crianças em meio à destruição em Gaza        Questionado sobre a previsão de um inicio do cessar-fogo entre o Hamas e Israel, Mubarak afirmou "talvez na semana que vem". Ele ainda insistiu que a "calma chegará na próxima semana". O presidente egípcio está na França, onde discutiu com Sarkozy sobre as negociações de paz entre israelenses e palestinos e a organização da Conferência.   Eleições   Mais cedo, o ministro de Relações Exteriores da Autoridade Palestina (ANP) afirmou que o Hamas está tentando influenciar a eleição israelense, que acontece nesta terça-feira, ao insistir no lançamento de foguetes contra o sul do país. Segundo Riad Malki, o Hamas "quer instabilidade na região", sugerindo que os ataques são uma tentativa de interferir no eleitorado.   Para o chanceler, a Autoridade Palestina, liderada pelos rivais do Hamas - o Fatah -, está "muito preocupada" de que os ataques "realmente influenciem a opinião pública e que os eleitores optem por um governo contra a paz". Malki afirmou ainda que a ANP negociará com qualquer novo governo de Israel, e pediu para que todos os lados envolvidos não desperdicem a abertura promovida pela eleição de Barack Obama, que enviou um representante para a região do conflito assim que assumiu o cargo.

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