Três bombas matam 28 e ferem 92 em peregrinação em Bagdá

Segundo a polícia, informações iniciais apontam que as três explosões foram causadas por mulheres-bomba

Reuters,

28 de julho de 2008 | 03h25

Três ataques com bombas quase sucessivos mataram ao menos 28 pessoas e feriram outras 92 em Bagdá nesta segunda-feira, 28, enquanto uma multidão de peregrinos se reúnem na capital iraquiana para um grande evento religioso xiita.   A polícia disse que as informações iniciais mostram que as três explosões foram causadas por mulheres-bomba. A Al-Qaeda tem cada vez mais utilizado as mulheres em seus ataques suicidas, porque elas conseguem passar facilmente pelos rígidos controles de segurança.   Pelo menos um milhão de pessoas devem visitar o santuário Kadhamiya no nordeste de Bagdá durante a peregrinação, cujo ponto alto será na terça-feira. As forças iraquianas estão reforçando a segurança do local.   Ainda não está claro se as vítimas são peregrinos, mas as explosões aconteceram próximas ao distrito de Karrada, no centro da capital iraquiana, uma área de passagem para se chegar ao santuário. Atiradores mataram sete peregrinos no sudeste de Bagdá no domingo, enquanto eles seguiam para o local a pé.   O Iraque espera receber mais peregrinos este ano, que marca a morte de um dos 12 líderes religiosos xiitas, por causa da segurança reforçada.   A violência diminuiu ao nível mais baixo dos últimos quatro anos, com os islâmicos sunitas da Al-Qaeda confinados ao norte do país, após serem expulsos de seus refúgios em Bagdá e no oeste do Iraque. Mas o Exército americano acredita que os insurgentes vão realizar grandes ataques para chamarem a atenção da imprensa e mostrarem que continuam fortes.   As Forças de segurança mobilizaram uma equipe de guardas femininas para localizarem mulheres suspeitas em Kadhamiya. As mulheres já realizaram mais de 20 ataques suicidas no Iraque este ano, especialmente na província de Diyala.   Sunitas da Al-Qaeda têm freqüentemente como alvo peregrinos xiitas que participam de eventos religiosos no Iraque.   Atualizado às 5h20

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