Três espanhóis morrem em ataque de policial no Afeganistão

Dois policiais e um intérprete espanhóis foram mortos por um policial afegão durante um treinamento nesta quarta-feira. O incidente ocorreu no momento em que surgem dúvidas sobre o preparo das forças afegãs para assumir o comando após a retirada das tropas estrangeiras.

SHARAFUDDIN SHARAFYAR, REUTERS

25 de agosto de 2010 | 13h06

Os tiros na remota base militar espanhola no noroeste do Afeganistão pareciam ser mais um incidente de uma série de ataques "mal-intencionados" de policiais e soldados, ressaltando a pressão existente enquanto tropas lideradas pela Otan tentam treinar forças afegãs rapidamente para que assumam a responsabilidade pela segurança no país a partir de julho do ano que vem.

A tensão entre afegãos e os estrangeiros que realizam o treinamento vem aumentando. O incidente desta quarta-feira foi o quarto do gênero no último mês.

O incidente ocorreu depois que o alto comandante da Marinha norte-americana, general James Conway, disse que o cronograma do presidente Barack Obama para retirar as tropas teria estimulado a insurgência Taliban. Segundo ele, os militantes poderiam estar aguardando a retirada das tropas estrangeiras.

A opinião pública nos Estados Unidos sobre o conflito está piorando à medida que o número de vítimas aumenta, e a avaliação fria de Conway deverá alimentar críticas contra a estratégia de Obama. O presidente norte-americano enfrentará eleições no Congresso em novembro e um mês depois será revista a estratégia no Afeganistão.

Após o ataque aos espanhóis houve um protesto de centenas de afegãos em frente à base em Qalay-e Naw, a capital da província de Badghis, no noroeste do país.

"O incidente ocorreu durante um curso de treinamento da polícia. Dois policiais espanhóis e um intérprete espanhol perderam suas vidas", disse o ministro do Interior da Espanha à uma rádio espanhola.

"As forças de segurança retaliaram com um tiro que matou o assassino", disse ele.

A violência no Afeganistão está em seu pior nível desde a retirada do Taliban em 2001, apesar da presença de 150 mil soldados estrangeiros.

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