Triplo ataque deixa 40 mortos e dezenas feridos no Iraque

Série de explosões acontecem no horário de maior movimento na cidade xiita de Amara, no sul de Bagdá

Agências internacionais,

12 de dezembro de 2007 | 08h04

Cerca 40 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas por conta da explosão de três carros-bomba no centro da cidade iraquiana de Amara, de maioria xiita, situada a 350 quilômetros ao sul de Bagdá, informaram fontes policiais nesta quarta-feira, 12.  Veja também:Forças britânicas deixarão Basra apesar de atentado, diz IraqueO mapa iraquiano Segundo testemunhas, as explosões ocorreram de forma consecutiva na hora de maior movimento durante a manhã, quando grupos de trabalhadores tomavam a condução para o serviço.  O primeiro carro-bomba explodiu perto de um cinema, enquanto o segundo foi detonado em um mercado e o terceiro em um estacionamento, situado na mesma rua, cheia de estabelecimentos comerciais. As explosões causaram grandes danos materiais em vários veículos e edifícios vizinhos, disseram a fontes. O ataque é um dos mais sangrentos do Iraque nos últimos meses, marcados por uma calma relativa graças a plano de recrudescimento da segurança posto em prática no começo do ano. O atentado ocorre dez dias antes de as forças britânicas no Iraque passarem o controle da segurança na vizinha província de Basra ao Exército iraquiano.  Escalada A diminuição da presença britânica tem aumentado as tensões entre grupos xiitas rivais que disputam para ganhar influência na região.  Segundo o governo iraquiano, no entanto, as explosões não devem alterar os planos do comando militar do Reino Unido para deixar Basra, província responsável pelas maiores exportações de petróleo do Iraque. Amara, capital da província de Maysan, é um dos redutos da milícia Exército Mahdi do clérigo xiita Moqtada al-Sadr, e no passado foi cenário de violentos confrontos entre as tropas dos EUA e os rebeldes xiitas. Desde abril passado, a província de Maysan está sob controle dos soldados iraquianos. Forças britânicas, que ocupavam a região do sul do país, não têm mais presença permanente em Amara, mas recebem informações das forças de segurança iraquianas.

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