Trípoli está novamente sob ataque, diz canal estatal da Líbia

Ao menos oito explosões são ouvidas na capital; seria a quarta noite seguida de bombardeios

estadão.com.br

23 de março de 2011 | 16h48

Atualizado às 19h54

 

TRÍPOLI - A emissora estatal da Líbia informou nesta quarta-feira, 23, que a cidade sofreu novos ataques aéros por parte da coalizão internacional que atua no país africano. Seria a quarta noite seguida de bombardeios.

 

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Oito explosões foram ouvidas na zona leste da capital e fumaça foi vista no céu durante a noite, disseram moradores à Reuters. "Ouvimos quatro explosões, e depois de cinco minutos mais quatro", disse um morador de Tajoura, no leste.

 

De acordo com o canal, que citou uma fonte militar, a coalizão atacou alvos civis e militares, mas não deu mais detalhes. A fonte disse que "alvos militares e civis foram atingidos pelos colonizadores" e que houve "um grande número de vítimas civis" na incursão. A emissora árabe Al-Arabiya afirmou que a propriedade do ditador Muamar Kadafi em Ajdabiya foi alvo de disparos, mas os relatos não foram confirmados.

 

Ofensiva de Kadafi

 

As forças leais a Kadafi, embora enfraquecidas pela ação internacional, continuam a atacar as cidades sob controle dos rebeldes. Nesta quarta, houve uma ofensiva contra o principal hospital da cidade de Misrata, disse por telefone uma testemunha à agência de notícias France Presse. "As forças de Kadafi estão bombardeando o hospital de Misrata", disse a fonte.

 

Um porta-voz dos rebeldes disse que militares leais ao ditador estavam usando tanques e atingindo casas na cidade. "A situação aqui é muito ruim e muito séria. Os tanques estão atirando contra o hospital e contra casas", disse o porta-voz. A fonte afirmou que ao menos 16 pessoas morreram na ofensiva das tropas de Kadafi.

 

No último sábado, uma coalizão internacional, formada por EUA, França, Reino Unido, Itália, Canadá, Qatar, Noruega, Bélgica, Dinamarca, Romênia, Holanda e Espanha, deu início a uma intervenção militar na Líbia, sob mandado da resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Nesta terça, Washington, Londres e Paris concordaram que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) deve desempenhar um papel na incursão.

 

A resolução da ONU prevê a criação de uma zona de exclusão aérea na Líbia e a tomada de "quaisquer medidas necessárias" para impedir o massacre de civis pelas tropas de Kadafi, que está no poder há 41 anos e enfrenta um revolta há mais de um mês. Desde o início da ação internacional, os insurgentes ganharam força. Eles querem derrubar o ditador.

 

Com Reuters

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