Tropas da Otan ganham terreno no Afeganistão

Uma companhia de fuzileiros dos Estados Unidos foi alvo de tiros de todos os lados neste domingo, em um edifício onde uma bandeira afegã havia sido hasteada para marcar o progresso de uma ofensiva da Otan contra um reduto do Taliban.

GOLNAR MOTEVALLI, REUTERS

14 de fevereiro de 2010 | 10h16

Os fuzileiros lideraram uma das maiores ofensivas da Otan contra o Taliban no Afeganistão no sábado, um teste da política de reforço de tropas do presidente norte-americano, Barack Obama.

Os fuzileiros pousaram em helicópteros no distrito de Marjah, o último reduto do Taliban na província de Helmand, nas primeiras horas de uma campanha da Otan para impor o controle governamental em áreas de domínio rebelde antes das forças dos EUA iniciarem a retirada planejada do país em 2011.

O capitão Ryan Sparks comparou a intensidade dos combates à ofensiva liderada pelos norte-americanos contra militantes iraquianos e estrangeiros da Al Qaeda na cidade de Fallujah em 2004.

"Em Fallujah, foi igualmente intenso. Mas lá, começamos pelo norte e progredimos rumo ao sul. Em Marjah, partimos de locais diferentes rumando para o centro, por isso recebemos tiros de todos os ângulos", disse Sparks.

Tropas afegãs e da Otan podem ter avançado na ofensiva, mas o ataque, um de vários, contra a cerimônia de hasteamento da bandeira atraiu tiros e indicou que o Taliban não pretende largar armas.

MILITANTES MORTOS

Sher Mohammad Zazai, general afegão baseado no sul do país, disse à Reuters neste domingo que entre 30 e 35 insurgentes foram mortos desde o início da operação em Marjah e no distrito vizinho de Nad Ali.

Citando comandantes, o porta-voz do Taliban, Qari Mohammad Yousuf, disse no site do grupo que foram lançados ataques diretos contra tropas lideradas pela Otan em várias partes de Marjah e que algumas delas foram cercadas em uma área.

A operação de 15 mil soldados foi batizada de Mushtarak, ou "juntos", talvez para ressaltar que as forças da Otan e do Afeganistão estão determinadas a trabalhar unidas para restabelecer a estabilidade no país.

Mesmo se a Otan desferir um golpe duro no Taliban em Helmand, os militantes na lista de alvos dos EUA operam em outros redutos dentro do Paquistão ou perto da fronteira.

Tudo o que sabemos sobre:
AFEGANISTAOATAQUEOTAN*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.