Tropas dos EUA capturam contrabandistas de armas no Iraque

Militares americanos levantam a suspeita de que os detidos teriam ligação com forças de elite iranianas

Associated Press e EFE,

22 Julho 2007 | 08h29

Soldados dos EUA detiveram dois supostos contrabandistas de armas que podem estar ligados à força de elite iraniana Quds, informam fontes militares, no momento em que Washington reforça suas alegações de que Teerã apóia a violência no Iraque, a despeito de novas conversações bilaterais sobre a questão.   Os suspeitos, bem como diversas armas, foram capturados durante uma batida em uma fazenda no leste do Iraque, perto da fronteira iraniana, de acordo com nota divulgada pelos militares americanos.   "Os suspeitos podem estar associados a uma rede de terroristas que vem contrabandeando projéteis formados explosivamente (EEPs), outras armas, pessoal e dinheiro do Irã para o Iraque", dizem os militares, referindo-se às potentes bombas de beira de estrada que já mataram centenas de soldados americanos nos últimos meses.   O anúncio ocorre dias depois de o governo dos EUA ter se declarado disposto a manter novas conversações diretas com Teerã a respeito da deterioração da situação de segurança dentro do Iraque. Washington acusa o Irã de apoiar as milícias xiitas que atuam dentro do país.   O porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, disse, na terça-feira, que não há uma data marcada para as conversas, mas deu a entender que a data já se encontra em negociação. Os dois países já se reuniram uma vez, em maio, por meio do embaixador americano no Iraque, Ray Crocker, e de autoridades iranianas.   A reunião de 28 de maio marcou uma interrupção em 27 anos de congelamento das relações diplomáticas entre os dois países, e esperava-se que uma segunda reunião se desse um mês depois.    Mas as tensões se elevaram com a detenção de acadêmicos iraniano-americanos por Teerã, acusados de ameaçar a segurança nacional da República Islâmica. Morte e futebol   Pelo menos três pessoas morreram e 50 ficaram feridas na noite de sábado pelos disparos de torcedores que comemoravam, em Bagdá, a vitória da seleção iraquiana, treinada pelo brasileiro Jorvan Vieira, nas quartas-de-final da Copa da Ásia, informa a polícia.   A fonte explicou que as mortes aconteceram quando milhares de iraquianos saíram às ruas da capital e de outras cidades do país depois da vitória da seleção iraquiana sobre o Vietnã por 2 a 0, em uma partida disputada em Bangcoc.   Durante a comemoração, iraquianos realizaram disparos para o alto nas ruas de Bagdá que acidentalmente cobraram a vida de três pessoas, segundo a fonte.   Esse fato não impediu que os iraquianos continuassem com a festa e com gritos e bandeiras do país.   O presidente Jalal Talabani e outros dirigentes iraquianos parabenizaram a seleção pela vitória e o povo iraquiano por seu apoio. Esta é a segunda vez que o Iraque chega à semifinal da Copa da Ásia, que este ano acontece conjuntamente na Malásia, Vietnã Indonésia e Tailândia.

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