Tropas dos EUA sairão do Iraque até 2011, diz negociador

Autoridade iraquiana afirma que governos alcançaram acordo para retirada; Casa Branca nega

Agências internacionais,

22 de agosto de 2008 | 08h19

Iraque e Estados Unidos chegaram a um acordo para uma proposta para que a retirada das tropas americanas no país seja concluída até 2001, segundo afirmou à CNN Mohammed al-Haj Hamoud, um dos altos negociadores iraquianos, nesta sexta-feira, 22. A Casa Branca, no entanto, negou que os negociadores de Washington e Bagdá tenham alcançado o acordo. A medida precisa ser aprovada pelos dois governos.   Se aprovado, o acordo, há muito tempo esperado, permitirá que as forças americanas permaneçam no Iraque para além do final deste ano, quando se encerra o mandato dado pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) após a invasão liderada pelos EUA em 2003.   Hamoud afirmou que o encontro com a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, e o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, foi importante nas negociações pelo acordo. Ainda na quinta, o chanceler iraquiano Hoshyar Zebari afirmou, após as reuniões, que um acordo estava muito próximo.   "No fim de 2011, as tropas americanas deixarão o Iraque", afirmou Hamoud, que disse ainda que os 27 artigos do acordo de segurança entre EUA e o país estavam concluídos. "Existe uma cláusula que estipula que a retirada pode ser promovida antes de 2011 e que a presença também pode ser prolongada para depois de 2011", em função da situação, disse Hamoud à AFP.   Os 150 soldados americanos que estão no Iraque são amparados por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, que autoriza o envio de soldados estrangeiros ao país depois da invasão americana de 2003 até o fim deste ano. As negociações entre por Washington e Bagdá, iniciadas em março, tentam definir um acordo mais ambicioso que substitua a resolução e permita a presença militar dos EUA de forma indefinida - com bases permanentes - como a instituída na Europa após a Segunda Guerra Mundial.   As negociações deveriam ter sido concluídas em 31 de julho, mas atrasaram porque o Iraque insiste na apresentação de um cronograma de retirada dos soldados americanos. Bagdá quer que as conversas incluam uma data limite. Os americanos, porém querem que a retirada seja definida de acordo com os acontecimentos, sobretudo relacionados à segurança. Outro ponto polêmico na negociação é a imunidade que os EUA exigem para o seu pessoal no Iraque, e o futuro dos prisioneiros nas mãos dos soldados americanos, cerca de 21 mil.   (Matéria atualizada às 14h50)  

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