Tropas iraquianas precisarão de anos de ajuda dos EUA--general

As forças iraquianas vão precisar de anos de monitoração e suporte por parte das Forças Armadas dos Estados Unidos antes de operar independentemente, disse na sexta-feira o major-general Walter Gaskin, que comanda as tropas norte-americanas na província de Anbar, no Iraque. Segundo ele, os ataques vêm se reduzindo drasticamente desde o ano passado. Mesmo assim, as forças iraquianas ainda precisam de mais experiência para que a retirada nas tropas dos EUA não dê chance à Al Qaeda de recuperar terreno. "Essa experiência acontece no dia-a-dia, mas não da noite para o dia", disse Gaskin, falando por videoconferência desde o Iraque. "Acho que serão necessários alguns anos para conseguir isso." "E não é uma resposta política. É uma resposta militar, pois leva tempo para treinar jovens e conseguir a liderança de que eles precisam para ser capazes de fazer o que o Exército faz -- proteger suas fronteiras e permitir a soberania desta nação." Os EUA reforçaram o contingente de soldados no Iraque para cerca de 158 mil, na tentativa de estabilizar o país. A força está mobilizada há cerca de um mês, mas em Washington aumenta a movimentação dos parlamentares por uma retirada das tropas. Os democratas lembram que a guerra, hoje em seu quinto ano, já matou mais de 3.600 soldados norte-americanos. Os republicanos do Senado advertem que a retirada precoce daria mais força aos terroristas, e bloquearam esta semana uma proposta democrata que forçaria o presidente George W. Bush a trazer os soldados para casa. Na província de Anbar, a violência arrefeceu depois que tribos árabes sunitas locais uniram-se contra a Al Qaeda, organização de tendência sunita e islamita. Anbar está sendo usado como exemplo de sucesso por autoridades militares e políticas dos EUA. "O essencial é manter uma presença persistente", disse o comandante. No período entre os dias 13 e 19 de julho de 2006, por exemplo, houve 428 incidentes violentos em Anbar. No período correspondente deste ano --12 a 18 de julho--, o número caiu para 98 incidentes, afirmou Gaskin.

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