Tropas iraquianas prendem parlamentar sunita crítico do governo

Forças de segurança iraquianas prenderam um proeminente parlamentar muçulmano sunita e apoiador de manifestações anti-governo em uma batida em sua casa na província de Anbar, no oeste do Iraque, desencadeando confrontos nos quais pelo menos cinco pessoas foram mortas, afirmaram fontes policiais.

Reuters

28 de dezembro de 2013 | 10h49

A detenção violenta de Ahmed al-Alwani deve inflamar as tensões em Anbar, de maioria sunita, onde os manifestantes têm protestado contra o que vêem como marginalização de sua facção por parte do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, xiita que lidera o governo.

Alwani pertence ao bloco Iraqiya, apoiado pelos sunitas, e tem sido um crítico feroz de Maliki, além de uma figura influente nos protestos.

Fontes da polícia disseram que uma troca de tiros de duas horas irrompeu neste sábado quando guarda-costas e membros da tribo de Alwani resistiram à polícia e às forças do Exército, que foram prender Alwani sob acusações de "terrorismo" em sua casa, no centro da cidade de Ramadi.

Elas informaram que entre os mortos no confronto estão três dos guarda-costas de Alwani, sua irmã e seu irmão.

"Tropas do Exército com forças especiais da polícia tentavam deter Alwani em sua casa, mas um combate intenso ocorreu. Cinco corpos, incluindo o de uma mulher, foram levados ao hospital de Falluja", declarou uma fonte policial.

Nenhum membro da família de Alwani foi encontrado para dar sua versão dos fatos. O porta-voz do Parlamento Usama al-Nujaifi, sunita, classificou a operação de "violação descarada" da constituição do Iraque e um "precedente perigoso".

O tenente-general Ali Ghaidan, comandante das forças de terra do Iraque, disse à TV estatal que as forças de segurança também tentaram prender Ali, irmão de Alwani, que ele acusou de envolvimento nos ataques que mataram soldados iraquianos em Anbar.

Ali foi morto durante o embate, assim como um soldado iraquiano, disse Ghaidan.

"Tratamos Ahmed al-Alwani bem. Dissemos a ele que tínhamos um mandado para prendê-lo e o detivemos", afirmou, acrescentando que dois dos guarda-costas de Alwani ficaram feridos.

(Por Kamal Namaa)

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