Tropas israelenses matam adolecente palestino na Cisjordânia

Exército fechou o território controlado por Abbas; jovem participava de protesto contra ofensiva em Gaza

Agências internacionais,

16 de janeiro de 2009 | 13h16

As forças de segurança israelenses mataram nesta sexta-feira, 16, um adolescente palestino e feriram 50 participantes de uma manifestação em Hebron contra a ofensiva militar de Israel contra a Faixa de Gaza, disseram fontes locais. O menor, identificado como Musab Daana, de 15 anos, morreu devido aos disparos das forças de segurança israelenses. O Exército bloqueou a Cisjordânia por 48 horas, após o Hamas convocar um "dia de ódio" contra a ofensiva em Gaza. Na quinta-feira, um dos principais líderes do Hamas, o ministro de Interior, Said Siam, foi morto em um ataque aéreo.   Veja também: Hamas rejeita condições de Israel para cessar-fogo Hamas abriu fogo de dentro de prédio da ONU, acusa premiê Ministro do Interior do Hamas foi morto, dizem israelenses Invasão já deixou US$ 1,4 bilhão em prejuízos Conflito em Gaza vira guerrilha urbana  Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques         Um porta-voz do Exército israelense disse que estão investigando o ocorrido. O protesto teve a participação de milhares de pessoas e ocorre no momento em que o ataque israelense a Gaza completa três semanas. Além de em Hebron, grupos de jovens palestinos protagonizaram manifestações de protesto em Jerusalém Oriental.   As forças de segurança israelenses tinham se mobilizado desde o início do dia na Cidade Antiga de Jerusalém, prevendo manifestações na saída das mesquitas após a oração das sextas-feiras. Os serviços médicos palestinos na Faixa de Gaza afirmam que mais de 1.100 pessoas morreram e mais de 5 mil foram feridas devido à ofensiva militar israelense iniciada em 27 de dezembro.     Tropas israelenses atacaram novamente a Faixa de Gaza nesta sexta-feira, enquanto os militantes ofereceram um cessar-fogo condicional, em meio à ação diplomática pelo fim da guerra. Israel mandou enviados para o Egito para mais conversas sobre a proposta egípcia para um cessar-fogo. Também viajaram funcionários para Washington, a fim de assinar um acordo para evitar o contrabando de armas em Gaza, importante exigência de Israel para o fim da ofensiva iniciada no dia 27 de dezembro. Os militares lançaram cerca de 40 ataques contra o Hamas nesta sexta-feira, contra os militantes, túneis e uma mesquita suspeita de ser usada para estocar armas, segundo o Exército. Nas primeiras horas do dia, tanques israelenses se retiraram de Tal Al-Hawa, bairro em Cidade de Gaza, onde houve confrontos nos últimos dias que destruíram partes de uma área residencial e deixaram um hospital em chamas.   Siam é o mais importante líder do Hamas morto na ofensiva. Ele era um linha-dura, responsável por monitorar a criação da força policial do movimento e figura fundamental para a operação na qual o Hamas expulsou em 2007 as forças leais ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que agora controla somente a Cisjordânia.

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