Tropas israelenses matam menino em protesto na Cisjordânia

Criança de dez anos morre durante ato contra a construção do muro que isola o território palestino

Associated Press e Efe,

29 de julho de 2008 | 14h16

Um palestino de dez anos foi morto por soldados israelenses durante um protesto contra a construção do muro entre Israel e Naalin, na Cisjordânia, segundo afirmaram testemunhas e fontes médicas nesta terça-feira, 29.   O menino, identificado como Ahmed Moussa, foi morto durante os enfrentamentos entre dezenas de manifestantes e tropas israelenses, que usaram balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo para conter o protesto contra a barreira. Dez palestinos e dois membros das forças de segurança israelenses foram feridos.   Após os confrontos, vários adolescentes permaneceram na área, onde lançaram pedras contra os soldados. A criança foi atingida com um tiro na testa, segundo médicos de um hospital de Ramallah.   O Exército israelense afirmou que está "investigando o incidente" e, a princípio, não está "claro" se a morte é "responsabilidade de suas tropas no local". Os militares ainda afirmaram que os protestos foram muito violentos, com lançamentos constantes de pedras contra os soldados.   Há alguns meses, Naalin se transformou em cenário de até quatro manifestações semanais por parte de residentes da zona, ativistas israelenses e internacionais contra a barreira de arame e concreto que Israel começou a levantar na Cisjordânia em 2002. No início do mês, o povoado permaneceu dois dias sob toque de recolher e outros como zona militar fechada, em uma condição em que ninguém pode ir ao local, incluindo jornalistas. O muro reduziu notavelmente o número de atentados suicidas, mas também deu lugar a uma apropriação de terras palestinas e aumentou as dificuldades de deslocamento na Cisjordânia.

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