Tunisianos e egípcios oferecem ajuda a quem foge da Líbia

Moradores da Tunísia e do Egito estão se dirigindo à fronteira para ajudar aqueles que chegam da Líbia. Muitos deles têm abrigado estranhos em suas casas, informaram grupos de assistência internacional na sexta-feira.

REUTERS

25 de fevereiro de 2011 | 15h50

Mais de 30 mil pessoas atravessaram as fronteiras terrestres em resposta à violência na Líbia, em sua maioria tunisianos e egípcios que trabalhavam no país do norte da África, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

"Estamos observando um apoio sem precedentes por parte dos moradores locais", disse Melissa Fleming, porta-voz do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Refugiados (Acnur) em Genebra.

Ela afirmou que os moradores estão colocando as pessoas em suas casas, em escolas, hotéis e centros de juventude. Outros, oriundos de outros locais da África e do Oriente Médio, assim como da própria Líbia, precisavam de assistência por um tempo maior.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) divulgou um apelo por 6 milhões de francos suíços (6,5 milhões de dólares) para fornecer assistência médica e auxílio emergencial às pessoas que abandonaram suas casas por causa da violenta repressão na Líbia e disse que provavelmente precisaria de mais.

"A situação humanitária dentro da Líbia está piorando hora a hora", disse Dominik Stillhart, vice-diretor de operações do CICV. "Estamos muito preocupados com o número crescente de pessoas que estão deixando suas casas em busca de segurança e tentando atravessar a fronteira."

(Reportagem de Laura MacInnis; editado por Stephanie Nebehay e Elizabeth Fullerton)

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