Turquia anuncia morte de 25 rebeldes curdos no Iraque

Exército confirma ataques aéreos em território iraquiano contra militantes do PKK escondidos no país vizinho

Agência Estado e Associated Press,

24 de outubro de 2008 | 09h37

 Militares turcos anunciaram nesta sexta-feira, 24, que ataques aéreos no norte do Iraque mataram 25 rebeldes curdos na semana passada. O porta-voz militar general Metin Gurak citou informes de inteligência para falar dos mortos nos ataques de 17 de outubro nas montanhas Qandil - área na qual os rebeldes curdos treinam e líderes desse grupo vivem, segundo os turcos. Os rebeldes não se pronunciaram. Os militares fizeram várias incursões cruzando a fronteira com ataques aéreos, desde que os rebeldes curdos mataram mais de 20 soldados turcos em ataques no início do mês. A Turquia também aumentou a pressão sobre a administração curda iraquiana para que combata esse grupo, que realiza ataques de suas bases no território iraquiano. Unidades militares turcas na província de Hakkari, que faz fronteira com o Irã e o Iraque, rechaçaram dois ataques nesta semana, afirmou Gurak. O porta-voz militar também pediu calma, após uma semana de protestos violentos pelo país, por causa de relatos de que o líder rebelde curdo Abdullah Ocalan foi maltratado na cadeia. O governo negou tais alegações. Ocalan cumpre prisão perpétua em uma penitenciária localizada em uma ilha perto de Istambul, por liderar uma guerra separatista por autonomia no sudeste turco. A polícia conteve manifestantes curdos que incendiaram dezenas de veículos e lojas, a maioria em Istambul e na região dominada pelos curdos no sudeste do país, onde os rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) lutam por autonomia desde 1984. A Turquia realizou vários ataques aéreos e uma grande operação por terra contra as bases dos rebeldes no território iraquiano neste ano. Governistas  A Corte Constitucional da Turquia afirmou que a sigla governista, o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AK), não incitou a violência. Em sua justificativa para a decisão que envolvia o AK, publicada no Diário Oficial do país nesta sexta-feira, a corte afirmou que não houve provas de que o partido tivesse procurado mudar o sistema secular do país através da violência. Porém a corte decidiu em julho cortar US$ 15 milhões do auxílio estatal ao AK por essa organização violar os princípios seculares turcos. A sigla governista tentou acabar com a proibição de que mulheres muçulmanas usem véus em universidades.

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