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Turquia retira tropas do norte do Iraque

Exército diz que decisão não foi influenciada pela pressão dos Estados Unidos para conter ofensiva

Agência Estado e Associated Press,

29 de fevereiro de 2008 | 12h40

A Turquia anunciou nesta sexta-feira, 29, que concluiu sua ofensiva militar contra rebeldes curdos no norte do Iraque, mas garantiu que a decisão não foi influenciada pela pressão dos Estados Unidos. Pelo menos 200 caminhões com tropas turcas foram vistos cruzando a fronteira com o Iraque e rumando para o interior da Turquia.   A retirada ocorreu um dia depois de o secretário da Defesa americano, Robert Gates, ter dito a líderes turcos durante uma visita a Ancara que a ofensiva tinha de terminar o mais rápido possível. Em Washington, o presidente George W. Bush fez consideração semelhante, dizendo que a Turquia deveria agir com rapidez e sair.   "Tanto o início quanto o fim da operação foi decidido com base apenas em razões e necessidades militares", garantiu o Exército turco num comunicado. "Qualquer influência, seja externa ou doméstica, sobre a decisão das Forças Armadas Turcas está descartada".   Em 21 de fevereiro, a Turquia promoveu uma incursão militar terrestre no norte do Iraque com o objetivo de erradicar bases do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, ou PKK, um grupo que luta por autonomia no predominantemente curdo sudeste da Turquia Os rebeldes usam as bases em áreas curdas no Iraque para atacar alvos na Turquia.   No comunicado, o Exército afirmou que a operação visava cerca de 300 rebeldes na região iraquiana de Zap, e que 240 deles foram mortos. A Turquia teria perdido 27 soldados. A operação "mostrou ao grupo que o norte do Iraque não é uma área segura para terroristas", acrescentou.   Em outubro, o parlamento turco deu uma autorização por um ano para os militares cruzarem a fronteira e promover ataques no Iraque. "Se necessário, a autorização pode ser usada de novo", adiantou o ministro da Justiça, Mehmet Ali Sahin.   Autoridades na região curda do norte do Iraque afirmam que não apóiam o PKK, mas rejeitaram a ação militar turca. O porta-voz do PKK Ahmad Danas confirmou a retirada, e especulou que ela foi fruto da pressão dos EUA.   O governo Bush temia que a ação turca desestabilizasse uma das poucas regiões do Iraque que tem sido poupada da violência. Esta foi a primeira grande incursão da Turquia no Iraque em quase uma década. O PKK pegou em armas em 1984, e o conflito já deixou cerca de 40 mil mortos no Turquia.

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