TV estatal do Irã mostra vídeo de suposto cientista iraniano desaparecido

Homem que se identifica como Shahram Amiri afirma que foi raptado pela inteligência americana

Associated Press,

07 de junho de 2010 | 18h59

TEERÃ- A televisão estatal iraniana transmitiu um vídeo nesta segunda-feira, 7, de um homem que identifica como um cientista nuclear iraniano desaparecido, e que afirmou ter sido sequestrado e levado para os Estados Unidos.

 

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Shahram Amiri desapareceu durante uma peregrinação a Arábia Saudita em junho de 2009. A imprensa americana disse em março que ele viajou aos Estados Unidos e está ajudando a CIA em seus esforços para destruir o programa nuclear iraniano. O Irã afirmou repetidamente que Amiri foi raptado pelos Estados Unidos.

 

O homem no vídeo estava usando fones de ouvido e parecia estar falando por uma webcam. A televisão mostrou o vídeo ao lado de uma fotografia de Amiri, e disse que o vídeo foi gravado em 5 de abril em Tucson, no Arizona.

 

No vídeo, o homem afirma que a inteligência saudita cooperou com a inteligência americana em seu sequestro, e que foi raptado por oficiais árabes na cidade de Medina em 3 de junho de 2009, que o levaram para um local desconhecido e injetaram tranquilizantes nele à força.

 

"Quando fiquei consciente, estava em um avião com destino aos Estados Unidos", disse. "Desde que eu fui sequestrado e trazido para os Estados Unidos, fui intensamente torturado e pressionado pela inteligência americana", denunciou.

 

Segundo o homem no vídeo, ele foi forçado a afirmar que falhou e que trouxe importantes provas com ele, inclusive um laptop com informações sigilosas sobre o programa nuclear iraniano, para fazer pressão contra Teerã.

 

O Irã afirmou recentemente que quer trocar três prisioneiros americanos por vários iranianos presos nos Estados Unidos - incluindo Amiri e outros que foram acusados de violarem sanções americanas ao Irã.

 

Segundo a televisão estatal iraniana, o vídeo foi obtido pela inteligência do país.

 

Teerã está enfrentando novas sanções devido a sua recusa em deter seu programa nuclear, que o país afirma ter fins pacíficos.

 

Antes de desaparecer, Amiri trabalhava na Universidade Malek Ashtar, na capital iraniana, instituição que tem vínculos com a poderosa Guarda Revolucionária.

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