TV iraniana exibe intelectuais dos EUA detidos

Haleh Esfandiari e Kian Tajbakhsh, ambos de origem iraniana, teriam condessado culpa por espionagem

Parisa Hafezi, REUTERS

16 Julho 2007 | 16h12

A TV estatal iraniana transmitiu na segunda-feira imagens de dois acadêmicos iraniano-americanos aparentemente confessando culpa nas acusações de espionagem e de agir contra a segurança do Irã. Game defende programa nuclear e ataca EUAHaleh Esfandiari, que pertence ao Centro Internacional Woodrow Wilson para Acadêmicos, com sede nos Estados Unidos, e Kian Tajbakhsh, consultor do Instituto Open Society, fundado pelo investidor George Soros, apareceram em um rápido vídeo promovendo um programa que será exibido esta semana.Os dois foram detidos em maio, em ocasiões diferentes, em visita ao Irã, provenientes dos EUA. Eles são acusados de envolvimento na tentativa norte-americana de fazer uma "revolução branca" no Irã.Os EUA, que romperam relações diplomáticas com o governo iraniano em 1980, negou as acusações e pediu a libertação dos intelectuais.O presidente do Centro Woodrow Wilson, Lee H. Hamilton, disse que Esfandiari está presa em uma solitária. "Qualquer declaração que ela faça sem ter tido acesso a seu advogado será coerção e não terá legitimidade", disse ele em uma nota.O vídeo mostrou Esfandiari, vestindo um véu preto segundo a tradição islâmica, dizendo: "Em nome do diálogo, em nome dos direitos das mulheres, em nome da democracia". Tajbakhsh apareceu dizendo: "O papel do centro de Soros depois do colapso do comunismo foi concentrar-se no mundo islâmico."A TV estatal disse que o programa, chamado "Em Nome da Democracia", será transmitido na íntegra nas noites de quarta e quinta-feira.

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