TV líbia mostra primeiras imagens de Gaddafi após duas semanas

A televisão líbia mostrou nesta quinta-feira imagens de Muammar Gaddafi em encontro com autoridades do governo em um hotel de Trípoli, acabando com as dúvidas sobre seu paradeiro. O líder não era visto desde o ataque da Otan que matou seu filho há duas semanas.

JOSE, REUTERS

12 de maio de 2011 | 12h38

Gaddafi, que ficou longe do público por conta do ataque em 30 de abril que matou seu filho mais novo e três dos seus netos, fez uma aparição pública na quarta-feira com o manto marrom que é a sua marca registrada, óculos escuros e um chapéu preto.

Gaddafi foi mostrado cumprimentando um grupo de líderes tribais que o apóiam. "Você sairá vitorioso", disse um ancião à Gaddafi.

Quatro meses depois do início da revolta popular contra o seu governo, Gaddafi ainda segue no poder apesar dos ataques aéreos da Otan à suas forças militares.

O conflito está em um impasse, com Gaddafi controlando o oeste do país, enquanto os rebeldes estão entrincheirados no leste e controlando pequenas áreas no oeste.

A televisão estatal disse que a embaixada da Coréia do Norte em Trípoli sofreu muitos danos em um ataque da Otan.

"Nós vimos essas reportagens. Nós não podemos verificá-las de maneira independente. A Otan realiza os seus ataques com a maior precisão possível para evitar danos à população civil, ao contrário do que faz Gaddafi e suas forças", disse um oficial da Otan.

A reportagem deve reavivar memórias de um incidente de 1999. A Otan bombardeou a embaixada chinesa em Belgrado durante os ataques contra o líder sérvio Slobodan Milosevic.

A liderança rebelde na cidade de Benghazi -- que viu as suas tentativas de avançar até a capital travadas no deserto -- está agora se focando em conseguir mais apoio internacional.

Mustafa Abdel Jalil, líder do conselho nacional de transição da Líbia, se encontrou com o primeiro-ministro britânico, David Cameron, em Londres e recebeu uma promessa de ajuda.

"O governo hoje faz um convite ao conselho para estabelecer uma representação oficial aqui em Londres", disse Cameron a repórteres. "Nós vamos trabalhar com vocês para garantir que a comunidade internacional aumente a pressão diplomática, econômica e militar sobre esse regime falido."

Os Estados Unidos também têm dado apoio os rebeldes e entregaram a primeira carga de rações alimentares como parte do pacote de 25 milhões de dólares para ajuda não-letal.

Encorajando a esperança dos governos Ocidentais de que a queda do governo de Gaddafi aconteça a partir de dentro, o cônsul de Trípoli no Cairo disse que abandonou seu posto para se juntar aos rebeldes. Ele é mais uma das várias autoridades seniores da Líbia a romper laços com o governo de Gaddafi.

Tudo o que sabemos sobre:
LIBIAGADDAFITV*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.