UE amplia sanções a autoridades e entidades na Síria

Governos dos países da União Europeia concordaram nesta quinta-feira com a imposição de mais sanções contra os setores financeiro e petrolífero da Síria, por causa de sua violenta repressão contra os dissidentes.

JUSTYNA PAWLAK E DAVID BRUNNSTROM, REUTERS

01 de dezembro de 2011 | 14h35

Serão incluídos na lista negra do bloco mais 11 entidades e 12 pessoas

A lista com os novos nomes será apresentada na sexta-feira. Embora não tenham sido divulgados detalhes das medidas, diplomatas disseram que a companhia petrolífera estatal síria, a General Petroleum Corporation (GPC), estaria entre os alvos.

Grandes petrolíferas como a Royal Dutch Shell e a francesa Total podem ver suas joint-ventures na Síria interromperem os trabalhos já que a GPC entrará na lista de empresas a sofrer sanções, informaram diplomatas.

"Estas novas medidas estão relacionadas aos setores de energia, financeiro, bancário e de comércio, e incluem a relação de mais pessoas e entidades que estão envolvidas com a violência ou apoiando diretamente o regime", disseram os ministros de Relações Exteriores da UE em um comunicado.

Eles acrescentaram 12 pessoas e 11 instituições e empresas a uma lista anterior e proibiram apoio financeiro para comércio e empréstimos ao governo sírio, tanto por meio de instituições internacionais como bilaterais.

As novas medidas proíbem que empresas da UE negociem débitos estatais sírios e impedem os bancos da Síria de abrir agências em países da UE ou investir em bancos europeus.

As medidas também banem a exportação de equipamentos para o setor do gás e petróleo e investimento por parte de empresas da UE em firmas que estejam construindo novas usinas energéticas na Síria.

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