UE diz que eleições no Irã não foram justas e livres

União Européia afirma que pleito iraniano não cumpriu com os padrões internacionais

Efe

16 de março de 2008 | 15h35

A União Européia (UE) expressou sua "profunda preocupação" com a forma em que foram realizaram as recentes eleições no Irã, cujo desenvolvimento não foi "nem justo, nem livre", de acordo com Bruxelas.Veja também: Conservadores saem na frente em eleições parlamentares no Irã  Irã diz que participação da população nas eleições foi de 65%Em comunicado, a Presidência eslovena da UE afirma que o pleito não cumpriu os padrões internacionais, e que o processo eleitoral "não permitiu uma verdadeira concorrência" entre as diferentes opções. Em particular, ressaltam seu "desgosto e desacordo" com o fato de que mais de um terço dos candidatos teve vetada sua participação nas eleições gerais, realizadas na sexta-feira, 14, sem que ainda tenha terminado a apuração de votos.Esta exclusão "representa uma clara violação das normas internacionais", segundo a União Européia. Por este motivo, pedem às autoridades de Teerã a adesão "aos princípios da legalidade internacional e à democracia", e que cumpram suas "obrigações internacionais, incluindo as que cobrem direitos civis e políticos".     No sábado, 15, os conservadores obtiveram uma vantagem inicial na eleição para o Parlamento iraniano, conseguindo 108 cadeiras contra 33 da oposição reformista, informou a televisão estatal, citando resultados não-oficiais. O Parlamento do país tem, no total, 290 cadeiras.

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