UE manifesta preocupação com planos do Irã de acelerar atividade nuclear

A chefe da Política Externa da União Europeia, Catherine Ashton, pediu nesta sexta-feira ao Irã que abandone sua meta declarada de acelerar as atividades nucleares, pois isso violaria as obrigações internacionais da República Islâmica.

Reuters

01 de fevereiro de 2013 | 14h05

O Irã anunciou planos de instalar e operar máquinas avançadas de enriquecimento de urânio, no que seria um salto tecnológico que lhe permitiria acelerar significativamente essa atividade que o Ocidente teme possa ser direcionada para o desenvolvimento de uma arma nuclear.

"Se o Irã decidir instalar centrífugas avançadas, isso poderia aumentar significativamente a produção de material enriquecido e aprofundar as preocupações já graves ... sobre a natureza exclusivamente pacífica do programa nuclear do Irã", disse uma porta-voz de Ashton.

O Irã nega que as atividades tenham qualquer intenção militar e diz que precisa de um programa nuclear para fins de pesquisa e de produção de energia.

França e Grã-Bretanha repetiram as preocupações de Ashton. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores francês disse que o anúncio iraniano é um "sinal negativo" antes de possíveis negociações entre o Irã e seis potências mundiais sobre a atividade de enriquecimento de urânio.

Ashton está supervisionando os contatos com o Irã sobre a questão nuclear em nome da França, Grã-Bretanha, Alemanha, China, Rússia e Estados Unidos e pediu ao Irã a realização de uma rodada de negociações neste mês.

(Por Justyna Pawlak, reportagem adicional de Mohammed Abbas, em Londres; e de John Irish, em Paris)

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