UE pede fim dos ataques de Israel; EUA culpam Hamas

Europa condena 'uso desproporcional de força' de ambos os lados; Rice critica foguetes contra Israel

Agências internacionais,

27 de dezembro de 2008 | 16h54

A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, culpou neste sábado, 27, o Hamas por ter quebrado o cessar-fogo com Israel na Faixa de Gaza, após uma ofensiva aérea israelense ter deixado centenas de palestinos mortos no território. Por sua vez, a União Européia (UE) pediu suspensão imediata dos ataques aéreos de Israel, dos bombardeios do Hamas dentro e próximo a Gaza e ao bloqueio israelense na região.   Veja também: Total de mortos por Israel em Gaza já chega a 205 Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos Olmert diz que operação em Gaza pode levar 'mais tempo' Abbas pede ajuda; Liga Árabe convoca reunião de urgência Reação palestina mata israelense; protestos árabes se espalham Irã enviará navio com ajuda para Gaza, diz TV estatal Veja imagens de Gaza após os ataques        Uma nota divulgada pela atual presidência francesa da UE diz que o bloco de 27 nações "condena o desproporcional uso de força" de ambos lados. Já Rice disse em comunicado que "os Estados Unidos condenam fortemente os repetidos lançamentos de foguetes e morteiros contra Israel e considera o Hamas responsável pelo fim do cessar-fogo e pelo reinício da violência em Gaza."   "O cessar-fogo deve ser restaurado imediatamente", disse ela, que conversou por telefone com o presidente George W. Bush sobre o dia de violência em Gaza. De acordo com o porta-voz da Casa Branca Gordon Johndroe, Bush, que está de férias em seu rancho no Texas, recebeu informações sobre a ofensiva israelense através do conselheiro de segurança nacional, Stephen Hadley, e falou por telefone com a secretária de Estado.   "A solução em Gaza não é militar", diz a nota da UE, pedindo por mais uma trégua. O bloco é parte do chamado "quarteto" que busca negociar a paz no Oriente Médio, que inclui os Estados Unidos, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Rússia.   A nota da UE ainda pede a "reabertura de todos os pontos de fronteira e uma retomada imediata das entregas de ajuda humanitária e de combustíveis". Israel mantém um intenso controle em Gaza desde junho, quando o cessar-fogo foi suspenso seis semanas atrás, permitindo a entrada de apenas uma pequena quantidade de bens.   A comissária de Relações Exteriores da UE, Benita Ferrero-Waldner, expressou "grande preocupação com os ataques aéreos de Israel contra a Faixa de Gaza". Em nota separada, ela pediu a todos os lados que "exercitem uma moderação máxima e evitem a escalada da violência que coloca em perigo a população civil."   Vaticano   O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou que o bombardeio afastará de novo as esperanças de paz para a região. Após a ação militar israelense, "o ódio crescerá ainda mais e as esperanças de paz voltarão a se afastar", disse Lombardi à Rádio Vaticano.   "Certamente, será um golpe duríssimo para o Hamas. Ao mesmo tempo, é bastante provável que não faltem vítimas inocentes, e que estas sejam muitas", acrescentou. Lombardi disse que a ação militar de Israel, apesar de prevista, "impressiona por suas dimensões", e que terá péssimas conseqüências.    

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